Ementa:
Concepções de língua e linguagem.
As diversas linguagens. A linguagem dos novos meios de comunicação.
Produção de texto e organização.
Produção de textos em geral.
Go de opinião e a resenha.
Os tipos de argumentos.
As informações implícitas.
Intertextualidade.
Concepções de leitura e suas estratégias.
Bibliografia básica
1) FIORIN, José Luiz e PLATÃO, Francisco.
“Lições de Texto: leitura e redação”
(Ática, SP, 2004)
2) ABREU, S. Antonio. “Curso de Redação”
(Ática, 2006, SP)
12/08/2009
AS FUNÇÕES DA LINGUAGEM
Quando comunicamos desejamos materializar nossas intenções. Onde não há intenção, não há comunicação. O sujeito falante se comunica, portanto quando colocado em cena uma intenção qualquer. Quais são essas intenções, ou seja, função de linguagem?
1) Função fática
Intenções: estabelecer contato. Testar o canal de comunicação. (Ex:"Alô! Bom dia! Tchau! Por favor...")
2) Função referencial
Intenção: informar, levando ao interlocutor referências sobre pessoas,objetos, fatos etc.Suas características:- linguagem denotativa, objetiva;- centrada sobre o referente;- informativa, narrativa, descritivo(Ex: texto jornalístico)
3) Função expressiva
Das mais importantes, pois ela permite ao homem expressar a suanatureza humana, afetivo e emocional, relativizando a sua naturezaracional. Intenções: exprimir a atividade do locutor em relação aoconteúdo da mensagem, da situação do mundo em que vive; expressarjulgamentos, opiniões, exclamações, sentimentos ao que o cerca. Essafunção situa o sujeito em sua individualidade, sua subjetividade. Ex:uma confidência sentimental.
4) Função conativa ou imperativa
É a função de interpelar o interlocutor através de formas verbaisimperativas. Seu objetivo é trazer ao outro a participar do diálogo,obrigá-lo a reagir. Levá-lo a aceitar determinada idéia ou opinião.Parece ser a razão pela qual a publicidade utiliza tanto essa funçãode linguagem.
5) Função metalinguística
Intenções: resolver problemas de entendimento linguístico.Ex: parênteses.
6) Função poética
Intenções:subverter o sentido da mensagem. Ser conativa. Produzirefeitos estéticos, trabalhar sobre a estrutura da mensagem, suasonoridade, ritmo, tonalidade e cor.
19/08/2009
Funções da linguagem
1- Fática – estabelecer contato: testar o canal de comunicação; prender a atenção. Ex.: “Alô!” (ao telefone)
2- Referencial - informar. Ex.: redação jornalística. Linguagem objetiva.
3- Expressiva – expressar opiniões, julgamentos, sentimentos... Ex.: a maioria das redações na aula anterior. Ex.: “Finalmente,alguém tomou uma providência!” (sobre a lei antitabagista)
4- Conotativa – Levar o receptor a crer, aceitar alg ou alguma idéia. Ex.: na publicidade: “Você nunca viu nada igual!” (por isso é chamada também de “imperativa”)
5- Metalingüística – necessária para se contornar limitações da própria linguagem. Ex.: um parêntese para acrescentar um esclarecimento.
6- Poética – quando se quer produzir novos efeitos, arte. Ex.: poema,letra de musica ou mesmo uma figura de linguagem, etc.
Exercícios
Hei você! Há quanto tempo você não tira férias( de verdade)?
Maceió,paraíso das águas
Fática; expressiva, conotativa, metalingüística
Bolt “passeia” e avança à final dos 200m com facilidade.
(uol, 19.08.09)
Referencial,metalingüística, poética
Fatores relevantes no ato de comunicação:
Remetente: emissor, destinador.
Destinatário: receptor, ouvinte, leitor.
Canal: meio (jornal, emissora de rádio ou tv, carta, diálogo, etc.)
Código: língua portuguesa, língua inglesa etc.
Mensagem: texto referencial (a mensagem se refere a um conteúdo conceitual)
Contexto: referente conceitual, ambiente em
Linguagem jornalística e linguagem publicitária
Jornalismo
Principio da pirâmide invertida
Os dados são inseridos por ordem decrescente de importância
Outras narrativas (literatura em geral, linguagem acadêmica/ cientifica etc.)
Os dados são inseridos por ordem crescente de importância.
O lead e o principio dos seis “quês”
Quem ou o que?
O que?
Como?
Quando?
Onde?
Por que?
O conjunto de respostas as questões acima formarão uma unidade, aquela a que chamamos de NOTICIA.
Linguagem Publicitária
Raciocínio apodítico: tem o tom de verdade inquestionável. A argumentação é fachada e não resta ao receptor senão aceitar a verdade do emissor.
Ex.: “nenhuma linha de banho foi tão fundo na sua pele” (anuncio de sabonete cremosos Limpa&Hidrata, Lux Skincare).Nova, SP, Abril, p. 28, fev. 1995).
Se nenhum produto faz tão bem à sua pele quanto Limpa&Hidrata, você na tem outra opção... O pronome indefinido indica universalidade.
Recursos permanentes da linguagem publicitária
Persuadir – apóia-se em princípios, crenças, lugares comuns. Argumentação retórica.
Ex.de apliação: publicidade, textos políticos-eleitorais, religiosos, ficcionais...
Convencer – apóia-se em fatos, estatísticas, “verdades”. Argumentação demonstrativa.
Ex de aplicação: textos acadêmicos, científicos, técnicos, jurídicos, jornalísticos...
Geralmente é da combinação entre ambos que nasce a lógica publicitária e a propaganda eficientes.
26/08/2009
Períodos e as conexões entre eles
Períodos são compostos de orações.
Oração: frase construída em torno de um verbo.
Ex: Paulo foi ao cinema sozinho.
Período simples (Uma oração).
Ex.: Paulo foi ao cinema sozinho (1), pois Julia decidiu ficar em casa (2). Período composto (mais de uma oração).
Exemplos:
Nos decidimos cancelar a viagem. A previsão do tempo é desanimadora.
Disseram que não sou capaz. Vamos ver se não sou.
Por que justo comigo? Ela já sabia que não gosto do sujeito.
Palavras formam orações
Orações formam períodos.
Períodos formam parágrafos.
Parágrafos formam textos.
Parágrafos
Não há uma lógica que determine que tamanho (quantos períodos) deve ter um parágrafo, nem quantos parágrafos deve ter um texto.
Mas há algumas orientações consolidadas pela pratica redacional, pela academia, pelo mercado.
Vejamos algumas delas:
Espera-se que um texto de cerca de 20 linhas tenha de 3 a 5 parágrafos. Por quê?
a) Por lógica. Se cada parágrafo pode ser compreendido como uma unidade do desenvolvimento textual, supõe-se que 3 parágrafos seja uma medida razoável para que se desenvolva um texto que contenha no mínimo (1) um pensamento introdutório; (2) o desenvolvimento/ desdobramento desse pensamento; e (3) a conclusão da idéia.
b) Por estética. Quando o texto é construído de modo a obter uma cadencia (andamento) agradável para a leitura, os parágrafos possivelmente terão tamanho similar. Além do fato de essa lógica interna (do texto) favorece ao leitor, possivelmente ajudará também no processo de edição de arte/ diagramação. Quem diagrama terá nas mãos material equilibrado e que lhe possibilitará explorar recursos gráficos importantes para o resultado final- ou seja, novamente, para o leitor. Espera-se que o parágrafo delimite o desenvolvimento de uma idéia. Dessa forma, ao desenvolver, por exemplo, o lead jornalístico, você terá, provavelmente, concluído o primeiro parágrafo e será o momento de abrir o segundo. Ao fazer isso, seu texto obterá aquilo que chamamos de progressão textual, ou seja, ele não ficará “patinando” sobre a mesma idéia do inicio ao fim. Exemplo de falta de progressão:
Demos inicio à partida ao meio-dia. Havia duvida se deveríamos começar o jogo a essa hora.
Mas, enfim, acabamos decidindo iniciar o jogo às 12 horas mesmo, pois era o que havíamos combinado.
Nem teria sentido que puníssemos aqueles que se esforçaram para chegar cedo, só para proteger os atrasados...
O uso adequado dos conectores, ou relatores (“porém” “mas”, “já que”, “apesar de”, ...) vai ajudar a fazer com que as idéias progridam adequadamente, garantindo a progressão textual de que precisamos. Esses elementos funcionam como agulha e linha, costurando as orações, períodos, parágrafos, até as conclusões do texto.
02/09/2009
A Vírgula
Fundamentalmente, a vírgula seve para separar frases principais de frases secundarias (ou informações básica de informação complementar),
Exemplo:
Mesmo cansado, depois de trabalhar o dia todo, o aluno foi à faculdade cumprir mais uma noite de aulas.
Mesmo cansado.
Depois de trabalhar o dia todo.
O aluno foi à faculdade cumprir mais uma noite de aulas.
Sem comércio e sem dinheiro, voltados para a arte e para a natureza, os moradores daquela região vivem uma vida primitiva, negando as conquistas da civilização, mais ou menos de acordo com os ensinamentos do polêmico filósofo Rousseau.
Desses cinco blocos informativos
Sem comércio e sem dinheiro.
Voltados para a arte e para a natureza.
Os moradores daquela região vive uma vida primitiva.
Negando as conquistas da civilização.
Mais ou menos de acordo com os ensinamentos do polêmico filósofo Rousseau.
Outros Exemplos:
Na década de 80, os supermercados cresceram na velocidade do som, figurado como um dos melhores negócios do país.
Na década de 80.
Os supermercados cresceram na velocidade do som.
Figurando como um dos melhores negócios do país.
Pontuação
Na semana passada, a rede paulista Casas Bahia mandou para casa, em férias coletivas*, mais de 3.500 de seus empregados.
Na semana passada.
A rede paulista Casas Bahia mandou para casa.
Em férias coletivas.
Mais de 3.500 de seus empregados.
*Aposto – para os leitores se situarem.
O Paes Mendonça, o grupo baiano Mamede, que comanda o maior hipermercado do País, na Barra da Tijuca, fechou doze lojas na Bahia.
O Paes Mendonça.
O grupo baiano Mamede.
Que comanda o maior hipermercado do País.
Na Barra da Tijuca.
Fechou doze lojas na Bahia.
A rainha francesa dos supermercados brasileiros, o grupo Carrefour, um foguete que parecia invencível para não fechar.
A rainha francesa dos supermercados brasileiros.
O grupo Carrefour.
Um foguete que parecia invencível.
Está fazendo ginástica para não fechar.
Nota: não se separa sujeito do predicado por vírgula.
Exemplos:
1. João, acordou logo cedo para viajar.
2. O São Paulo, vencerá de novo, para variar...
3. Há muitos anos o padre José, vive entre nós.
O Ponto final:
Quanto antes, melhor.
O ponto-e-vírgula:
1. Para marcar oposições.
Ex. Gostamos deles; entretanto, muitos não gostam.
2. Para relacionar elementos.
Ex.: Veja o que compramos: leite; açúcar; café; feijão; arroz; macarrão...
Que restritivo – sem vírgula.
Que explicativo – com vírgula após
Exemplos:
Prefeitos que roubam não merecem perdão.
Ana, que conheci na semana passada,
Começará a estudar conosco.
Bom pessoal, por enquanto é isso aí, beijo, e espero ter ajudado.
domingo, 6 de setembro de 2009
FTI - FOTOGRAFIA E TÉCNICAS DE ILUMINAÇÃO
Unidade Curricular: Fotografia e Técnicas de Iluminação
Período Letivo: 2º Semestre
Turno: Noturno
Carga Horária: 60 hrs
História da Fotografia
Estrutura da Câmera Fotográfica
Recursos Fotográficos
Tipos de fotografia
Iluminação para fotografia
Produtos, modelos, estrutura e arquitetura
Luz continua, suave e clara
Flash, tochas, geradores
Acessórios para iluminação/cartão cinza
Fundo infinito, etc
Laboratório P. B. (Preto e Branco)
Revelação e Ampliação
Pin-hole
Sistemática Avaliação
Prova (teórica prática)
Trabalhos
Exercícios
Livros: Guia completo de fotografia
Equipamento fotográfico
Tudo sobre fotografia
18/08/2009
Para revelar o negativo, nenhuma luz.
Para revelar o papel e o colocar embaixo do ampliador, luz vermelha.
A única luz branca que pode haver no laboratório é a luz do ampliador.
Na revelação do preto e branco, cada foto tem um tempo diferente exposta a luz.
25/08/09
Por volta do sec XVII a imagem produzida pela câmara escura era satisfatória devido á utilização de lentes e anéis(diafragma).Pintores e desenhistas utilizavam-se desse fenômeno físico para reproduzir os retratos com maior fidelidade, pintando dentro do quarto sobre um pergaminho. Até meados do século XIX, muitos processos foram evoluindo, sobretudo a lente colocada sobre o orifício.
O jovem francês Joseph Nicephóre Niépice foi quem conseguiu pela primeira vez registrar uma paisagem sem pintá-la, em 1826.Foi a primeira "foto" Não existia o filme fotográfico ainda:"view from the window"- 1826"Louis Jacques Mandé Daguerre
Em 1829, Niépce se associa a LOuis Jacques Mandé Daguerre nas pesquisas.Com a morte do sócio(1833), Daguerre abandona as pesquisas com betume e volta ao iodeto e nitrato de prata.Aos poucos,o tempo de exposição necessário para gravar uma imagem vai caindo.
"Primeira Daguerriotipia registraada- Daguerre- 1837."Utilizando mercúrio no processo, ele reduz o tempo de exposição para aproximadamente alguns minutos.Após a revelação, a placa era fixada com tiossulfato de sódio.Esse processo foi batizado por Daguerre com o nome de Daguerreotipia.
Em 1839, William Talbot inventa o PAPEL FOTOGRÁFICO, mas as imagens reveladas nele ainda não tem nitidez.Apesar do sucesso do Daguerreótipo, a impossibilidade de se fazer várias cópias e a fragilidade do equipamento e dos acessórios fizeram com que um escritor e cientista inglês chamado William Henry Fox Talbot(1800-1877) buscasse solucionar e aprimorar essas limitações técnicas e pesquisasse profundamente as fórmulas de impressão química no papel.
Talbot foi considerado o primeiro fotografo a registrar uma imagem pelo processo negativo/positivo e , após aperfeiçoar suas pesquisas e substituir o agente fixador por iodeto de prata.O processo, que inicialmente foi batizado de CALOTIPIA, ficou conhecido como Talbotipia, patenteado na Inglaterra em 1841. Talbot buscou um processo eficaz que interrompesse o próprio processo de sensibilidade à luz.A descoberta vista por outra ótica.A história da fotografia tem sido injusta com muita gente... França, sem dúvida, foi a mãe da fotografia.Mas não se pode definir precisamente o pai.HOje graças ao trabalho incansável e obstinado do jornalista e professor Boris Kossoy, um terceiro nome disputa a paternidade da fotografia.
FloreneceHércules Romuald Florenece veio ao Brasil retratar a fauna e a flora, como integrante de uma expediçaõ científica russa.Ao retornar da expedição, casou-se com Maria Angélica Álvares Machado e Vasconcelos em 1830, e estabeleceu-se no país.CRiou o termo fotografia para designar seu trabalho em 1832 e foi o primeiro a uar a técnica negativo/positivo, empregada até hoje.XIxiUma fato se deu com a descoberta do fixador que Florence utilizava. AS imagens não tinham uma durabilidade muito grande. Tiossulfato de Amônia.Florence ficou internacionalmente conhecido a partir da publicação do livro de kossoy."1833: A Descoberta Isolada da Fotografia no Brasil".(editoras Duas Cidades, 1980)nasceu em 1804, em Niece.
As aulas seguintes, foram aulas mais práticas do que teóricas.
Período Letivo: 2º Semestre
Turno: Noturno
Carga Horária: 60 hrs
História da Fotografia
Estrutura da Câmera Fotográfica
Recursos Fotográficos
Tipos de fotografia
Iluminação para fotografia
Produtos, modelos, estrutura e arquitetura
Luz continua, suave e clara
Flash, tochas, geradores
Acessórios para iluminação/cartão cinza
Fundo infinito, etc
Laboratório P. B. (Preto e Branco)
Revelação e Ampliação
Pin-hole
Sistemática Avaliação
Prova (teórica prática)
Trabalhos
Exercícios
Livros: Guia completo de fotografia
Equipamento fotográfico
Tudo sobre fotografia
18/08/2009
Para revelar o negativo, nenhuma luz.
Para revelar o papel e o colocar embaixo do ampliador, luz vermelha.
A única luz branca que pode haver no laboratório é a luz do ampliador.
Na revelação do preto e branco, cada foto tem um tempo diferente exposta a luz.
25/08/09
Por volta do sec XVII a imagem produzida pela câmara escura era satisfatória devido á utilização de lentes e anéis(diafragma).Pintores e desenhistas utilizavam-se desse fenômeno físico para reproduzir os retratos com maior fidelidade, pintando dentro do quarto sobre um pergaminho. Até meados do século XIX, muitos processos foram evoluindo, sobretudo a lente colocada sobre o orifício.
O jovem francês Joseph Nicephóre Niépice foi quem conseguiu pela primeira vez registrar uma paisagem sem pintá-la, em 1826.Foi a primeira "foto" Não existia o filme fotográfico ainda:"view from the window"- 1826"Louis Jacques Mandé Daguerre
Em 1829, Niépce se associa a LOuis Jacques Mandé Daguerre nas pesquisas.Com a morte do sócio(1833), Daguerre abandona as pesquisas com betume e volta ao iodeto e nitrato de prata.Aos poucos,o tempo de exposição necessário para gravar uma imagem vai caindo.
"Primeira Daguerriotipia registraada- Daguerre- 1837."Utilizando mercúrio no processo, ele reduz o tempo de exposição para aproximadamente alguns minutos.Após a revelação, a placa era fixada com tiossulfato de sódio.Esse processo foi batizado por Daguerre com o nome de Daguerreotipia.
Em 1839, William Talbot inventa o PAPEL FOTOGRÁFICO, mas as imagens reveladas nele ainda não tem nitidez.Apesar do sucesso do Daguerreótipo, a impossibilidade de se fazer várias cópias e a fragilidade do equipamento e dos acessórios fizeram com que um escritor e cientista inglês chamado William Henry Fox Talbot(1800-1877) buscasse solucionar e aprimorar essas limitações técnicas e pesquisasse profundamente as fórmulas de impressão química no papel.
Talbot foi considerado o primeiro fotografo a registrar uma imagem pelo processo negativo/positivo e , após aperfeiçoar suas pesquisas e substituir o agente fixador por iodeto de prata.O processo, que inicialmente foi batizado de CALOTIPIA, ficou conhecido como Talbotipia, patenteado na Inglaterra em 1841. Talbot buscou um processo eficaz que interrompesse o próprio processo de sensibilidade à luz.A descoberta vista por outra ótica.A história da fotografia tem sido injusta com muita gente... França, sem dúvida, foi a mãe da fotografia.Mas não se pode definir precisamente o pai.HOje graças ao trabalho incansável e obstinado do jornalista e professor Boris Kossoy, um terceiro nome disputa a paternidade da fotografia.
FloreneceHércules Romuald Florenece veio ao Brasil retratar a fauna e a flora, como integrante de uma expediçaõ científica russa.Ao retornar da expedição, casou-se com Maria Angélica Álvares Machado e Vasconcelos em 1830, e estabeleceu-se no país.CRiou o termo fotografia para designar seu trabalho em 1832 e foi o primeiro a uar a técnica negativo/positivo, empregada até hoje.XIxiUma fato se deu com a descoberta do fixador que Florence utilizava. AS imagens não tinham uma durabilidade muito grande. Tiossulfato de Amônia.Florence ficou internacionalmente conhecido a partir da publicação do livro de kossoy."1833: A Descoberta Isolada da Fotografia no Brasil".(editoras Duas Cidades, 1980)nasceu em 1804, em Niece.
As aulas seguintes, foram aulas mais práticas do que teóricas.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Campanha fotográfica África em NósA Secretaria de Estado da Cultura promove, a partir do próximo dia 6 de agosto, o lançamento da campanha fotográfica África em Nós em 17 cidades do Estado. Os encontros começam em Franca e terminam em Piracicaba, no dia 31.
Com inscrições prorrogadas até 30 de setembro, os encontros promovidos no interior serão coordenados por Leandro Rosa, assessor de Cultura para Gêneros e Etnias da Secretaria, com o objetivo de divulgar e orientar os participantes sobre o regulamento da iniciativa.
Para participar, basta acessar o site www.africaemnos.com.br, preencher o termo de autorização de uso de imagem e postar a imagem. Fotos em papel devem ser encaminhadas para a Caixa Postal 13888, CEP: 01216-970, São Paulo/SP. Cada participante pode mandar até 10 fotos. Hoje a campanha tem mais de 1000 fotos cadastradas.
Todas as fotografias enviadas à Secretaria ficarão expostas no site e, após o encerramento do prazo, serão avaliadas por uma comissão liderada pelo curador da campanha, o fotógrafo Walter Firmo. As 100 melhores fotos serão publicadas em um livro/catálogo e farão parte de uma mostra, no Mês da Consciência Negra, celebrado em novembro.
Aberta a amadores, fotógrafos profissionais e estudantes, a campanha convoca a população paulista a mostrar, por intermédio da fotografia, a influência africana no cotidiano do brasileiro. Para a seleção das melhores fotos, serão utilizados critérios como: concordância com o tema definido na campanha; criatividade; originalidade; estética; qualidade fotográfica (técnica); relevância da mensagem de prevenção e qualidade informativa.
Além do site, o público pode também conferir notícias sobre Brasil e África no Blog Baobá, além de se atualizar pelas comunidades e perfis da campanha no Twitter, Orkut e Flickr.
Agenda de lançamento da campanha fotográfica África em Nós:
6/8/09 – FRANCA 20h – Associação Comercial de Franca(rua Voluntários da Franca, 1511, Centro)
7/8/09 - ITUVERAVA 18h – Câmara Municipal de Ituverava(rua Doutor Getúlio Vargas, 42 – Centro)
7/8/2009 - IGARAPAVA 21h – Câmara Municipal de Igarapava(rua Etélio Machado Louredo, 99)
08/8/09 – BEBEDOURO 20h – Salão de Convenções Leopoldo Pinto Uchôa (Estádio do Tancredão)
14/8/09 - ELDORADO 11h – Aldeia Cultural (Av. Caraitá, 312 - Centro) – VALE DO RIBEIRA
14/8/09 - REGISTRO 18h - Câmara Municipal de Registro (Rua Shitiro Maeji, 459 - Centro)
15/8/09 – ITAPEVA 11h – Kilombo do Jaó HorárioAssociação da Comunidade Negra de Itapeva(Rua Dom Silvio Maria Dário, 97)
19/8/09 – LIMEIRA 17h – Cemep – Centro Municipal de Ensino Pedagógico(rua Dr. Trajano de Barros Camargo, 207 – Centro)
19/8/09 - RIO CLARO 20h – Casarão da Cultura (rua 2, 2880)
20/8/09 – ITAPECERICA DA SERRA 18h – Prefeitura Municipal de Itapecerica da Serra
21/8/09 – RIBEIRÃO PRETO 20h – Câmara Municipal de Ribeirão Preto
22/8/09 – TAQUARITINGA 16h – Câmara Municipal de Taquaritinga
26/8/09 – TABOÃO DA SERRA 19h – Centro da Memória de Taboão da serra
27/8/09 – SÃO SEBASTIÃO 17h – Prefeitura Municipal
28/8/09 – CARAGUATATUBA 10h – Prefeitura Municipal
28/8/09 - ILHA BELA17h – Prefeitura Municipal
31/8/09 – PIRACICABA10h – Prefeitura Municipal
Site oficial: www.africaemnos.com.br
Twitter oficial: http://twitter.com/Africaemnos
Blog oficial: http://www.africaemnos.com.br/wordpress/
Youtube oficial: http://www.youtube.com/user/Africaemnos
Espero que vocês participem, e que consigam ter a honra de estar no livro que será montado com as melhores fotos.
Bjo
Daniela
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Pin Hole
Baseada na aula de ontem, tentei me aprofundar no assunto da máquina PIN HOLE, e aí está algumas coisas interessantes que achei.
"Uma câmara pin hole é uma máquina fotográfica sem lente. A designação tem por base o inglês, pin-hole, "buraco de alfinete" e é usada para referir a fotografia estenopeica. Este tipo de fotografia é uma prática econômica e simples pois utiliza uma qualquer caixa em que a luz não penetre. A existência de um pequeno furo, estenopo do grego stenopo e que em português permite designar este tipo de fotografia por Fotografia Estenopeica. A pinhole consiste numa maneira de ver uma imagem real, através de uma câmara escura. De um pequeno orifício onde a luz é captada para dentro da camera, e sofrendo um movimento de inversão, a imagem é projectada para a parede oposta ao orifício ao contrario. Para produzir uma imagem razoavelmente nítida, a abertura tem que ser um furo pequeno na ordem de 0,02 polegadas (0,5 mm) ou menos. O obturador da câmera pinhole geralmente consiste de uma mão espalmada ou de algum material à prova de luz para cobrir e descobrir o furo. As câmeras pinhole requerem um tempo maior de exposição do que as câmeras convencionais devido à pequena abertura; os tempos de exposição vão de 5 segundos a até mais de uma hora.
Construção da câmera pin hole
As câmeras pinhole são normalmente feitas à mão pelo fotógrafo para um propósito particular. Em sua forma mais simples, a máquina de fotografia pinhole consiste de uma caixa com um furo em um dos lados e um pedaço de filme ou papel fotográfico no lado oposto. Um pedaço de papelão preso por fita adesiva pode servir como obturador. O furo geralmente é feito utilizando uma agulha de costura de diâmetro pequeno feito em um pedaço de alumínio fino ou latão. Este pedaço de metal é colocado então dentro da caixa em um corte feito na mesma. Uma caixa de flocos de aveia pode se tornar uma excelente câmera pinhole. São construídas freqüentemente câmeras pinhole com um rolo de filme ou ajustes que regulam a distância entre o filme e furo. Movendo o filme para mais próximo do buraco resultará em um amplo ângulo do campo de visão e um tempo de exposição mais curto. Movendo o filme para mais longe do buraco resultará em uma telefoto ou um ângulo de visão estreito e um período de exposição mais longo. As câmeras pinhole podem também ser construídas substituindo as lentes de uma câmera convencional por um furo. Em particular, câmeras compactas 35mm cujas lentes foram danificadas (lentes quebradas, riscadas, etc.) podem ser transformadas em pinholes - mantendo-se os mecanismos do obturador e compartimento do filme."

Imagem de fotos feitas em pin hole
Informações tiradas do site: http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A2mera_pinhole
Beijo
Daniela
"Uma câmara pin hole é uma máquina fotográfica sem lente. A designação tem por base o inglês, pin-hole, "buraco de alfinete" e é usada para referir a fotografia estenopeica. Este tipo de fotografia é uma prática econômica e simples pois utiliza uma qualquer caixa em que a luz não penetre. A existência de um pequeno furo, estenopo do grego stenopo e que em português permite designar este tipo de fotografia por Fotografia Estenopeica. A pinhole consiste numa maneira de ver uma imagem real, através de uma câmara escura. De um pequeno orifício onde a luz é captada para dentro da camera, e sofrendo um movimento de inversão, a imagem é projectada para a parede oposta ao orifício ao contrario. Para produzir uma imagem razoavelmente nítida, a abertura tem que ser um furo pequeno na ordem de 0,02 polegadas (0,5 mm) ou menos. O obturador da câmera pinhole geralmente consiste de uma mão espalmada ou de algum material à prova de luz para cobrir e descobrir o furo. As câmeras pinhole requerem um tempo maior de exposição do que as câmeras convencionais devido à pequena abertura; os tempos de exposição vão de 5 segundos a até mais de uma hora.
Construção da câmera pin hole
As câmeras pinhole são normalmente feitas à mão pelo fotógrafo para um propósito particular. Em sua forma mais simples, a máquina de fotografia pinhole consiste de uma caixa com um furo em um dos lados e um pedaço de filme ou papel fotográfico no lado oposto. Um pedaço de papelão preso por fita adesiva pode servir como obturador. O furo geralmente é feito utilizando uma agulha de costura de diâmetro pequeno feito em um pedaço de alumínio fino ou latão. Este pedaço de metal é colocado então dentro da caixa em um corte feito na mesma. Uma caixa de flocos de aveia pode se tornar uma excelente câmera pinhole. São construídas freqüentemente câmeras pinhole com um rolo de filme ou ajustes que regulam a distância entre o filme e furo. Movendo o filme para mais próximo do buraco resultará em um amplo ângulo do campo de visão e um tempo de exposição mais curto. Movendo o filme para mais longe do buraco resultará em uma telefoto ou um ângulo de visão estreito e um período de exposição mais longo. As câmeras pinhole podem também ser construídas substituindo as lentes de uma câmera convencional por um furo. Em particular, câmeras compactas 35mm cujas lentes foram danificadas (lentes quebradas, riscadas, etc.) podem ser transformadas em pinholes - mantendo-se os mecanismos do obturador e compartimento do filme."

Imagem de fotos feitas em pin hole
Informações tiradas do site: http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A2mera_pinhole
Beijo
Daniela
terça-feira, 18 de agosto de 2009
O MUNDO SEM O GOOGLE
"Já parou para pensar o que seria do mundo sem internet? O que seria do mercado de tecnologia? O que seria de você? O que seria da comunicação?
A internet teve seu inicio no Brasil em meados de 1988, desde lá muitas coisas mudaram, a iniciar-se pela forma de comunicação. Com a internet, se comunicar com uma ou diversas pessoas ao mesmo tempo em lugares distintos do mundo é fácil e barato, o que há anos atrás seria praticamente inviável. A forma de como interagir e transmitir informações mudou. Buscar dados na internet é muito mais rápido do que a pesquisa em livros, revistas e afins.

Por mais que a internet tenha iniciado em 1988 aqui no Brasil, poucos tinham acesso, afinal em seu princípio o uso era restrito a Universidades que faziam a pesquisa para trazer ao Brasil uma nova forma de comunicar. A popularização da internet venho por volta do ano de 2000 – 2001. Com sites e informações precárias a internet chegou a ser cotada como algo que não daria certo, o que entendemos hoje que não é verdade. A internet está aí e é muito utilizada por milhões de pessoas diariamente, este uso se dá desde residências a escritórios, uso pessoal a comercial.
Milhares de pessoas sobrevivem de internet, trabalham, estudam e investem tempo para tornar cada vez mais interativa e participativa a web. É este trabalho que faz a internet evoluir. Agora imagine se a internet não tivesse sido inventada ou descoberta? Diversas pessoas trabalhariam em que? Como seria a comunicação hoje? O Google não existiria? São perguntas como estas que uma grande maioria se faz quando pensam no que seria do mundo sem a tão utilizada e badalada internet? Uma certeza todos tem, a vida seria muito mais pacata sem a existência da rede mundial de computadores. Assim como antigamente, você pesquisaria algo em bibliotecas, não digo que isto seja um método ultrapassado ou obsoleto, jamais! Biblioteca ainda é a melhor forma de pesquisa, por que nem tudo que na internet está é verídico ou se possa confiar. Porém na internet você pode pesquisar de forma rápida em mais de uma fonte, assim comparar ambas e chegar a uma conclusão sobre o assunto pesquisado.

Uma imagem está rodando pela internet informando que o Google já existia antes da internet, seria chamado de Google Classic, no qual dizem que você faria a pesquisa por carta e o Google responderia em até 30 dias, para mim com certeza é uma informação falsa.
Sem a internet o Google não faria sentido, afinal os serviços disponíveis pela empresa são para e unicamente a internet. Os profissionais de internet o que fariam? Designers provavelmente trabalhariam em agências visuais pelo prazer e paixão que têm a profissão. Programadores, “ah programadores simplesmente programariam” em qualquer linguagem cabível. Jornalistas continuariam com as revistas, jornais e Tv como ainda o fazem. Concluindo, eu não vivo sem internet e você o que pensa sobre isto?"
Artigo tirado do site: http://www.oficinadanet.com.br/artigo/1566/o_que_seria_do_mundo_sem_internet

Ps.: A internet anda horrivel, mas assim que eu conseguir fazer o upload de alguns videos, postarei com maior prazer, são reportagens feitas pelo discovery channel, sobre o mundo sem o google, que foram cedidos pelo nosso colega Kainan.
A internet teve seu inicio no Brasil em meados de 1988, desde lá muitas coisas mudaram, a iniciar-se pela forma de comunicação. Com a internet, se comunicar com uma ou diversas pessoas ao mesmo tempo em lugares distintos do mundo é fácil e barato, o que há anos atrás seria praticamente inviável. A forma de como interagir e transmitir informações mudou. Buscar dados na internet é muito mais rápido do que a pesquisa em livros, revistas e afins.

Por mais que a internet tenha iniciado em 1988 aqui no Brasil, poucos tinham acesso, afinal em seu princípio o uso era restrito a Universidades que faziam a pesquisa para trazer ao Brasil uma nova forma de comunicar. A popularização da internet venho por volta do ano de 2000 – 2001. Com sites e informações precárias a internet chegou a ser cotada como algo que não daria certo, o que entendemos hoje que não é verdade. A internet está aí e é muito utilizada por milhões de pessoas diariamente, este uso se dá desde residências a escritórios, uso pessoal a comercial.
Milhares de pessoas sobrevivem de internet, trabalham, estudam e investem tempo para tornar cada vez mais interativa e participativa a web. É este trabalho que faz a internet evoluir. Agora imagine se a internet não tivesse sido inventada ou descoberta? Diversas pessoas trabalhariam em que? Como seria a comunicação hoje? O Google não existiria? São perguntas como estas que uma grande maioria se faz quando pensam no que seria do mundo sem a tão utilizada e badalada internet? Uma certeza todos tem, a vida seria muito mais pacata sem a existência da rede mundial de computadores. Assim como antigamente, você pesquisaria algo em bibliotecas, não digo que isto seja um método ultrapassado ou obsoleto, jamais! Biblioteca ainda é a melhor forma de pesquisa, por que nem tudo que na internet está é verídico ou se possa confiar. Porém na internet você pode pesquisar de forma rápida em mais de uma fonte, assim comparar ambas e chegar a uma conclusão sobre o assunto pesquisado.

Uma imagem está rodando pela internet informando que o Google já existia antes da internet, seria chamado de Google Classic, no qual dizem que você faria a pesquisa por carta e o Google responderia em até 30 dias, para mim com certeza é uma informação falsa.
Sem a internet o Google não faria sentido, afinal os serviços disponíveis pela empresa são para e unicamente a internet. Os profissionais de internet o que fariam? Designers provavelmente trabalhariam em agências visuais pelo prazer e paixão que têm a profissão. Programadores, “ah programadores simplesmente programariam” em qualquer linguagem cabível. Jornalistas continuariam com as revistas, jornais e Tv como ainda o fazem. Concluindo, eu não vivo sem internet e você o que pensa sobre isto?"
Artigo tirado do site: http://www.oficinadanet.com.br/artigo/1566/o_que_seria_do_mundo_sem_internet
Ps.: A internet anda horrivel, mas assim que eu conseguir fazer o upload de alguns videos, postarei com maior prazer, são reportagens feitas pelo discovery channel, sobre o mundo sem o google, que foram cedidos pelo nosso colega Kainan.
Beijo
Daniela
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Matéria de História da Arte
Brasil
Sec. XVII-XIX
Holandeses no Brasil
Na época em que os holandeses invadiram o nordeste brasileiro e lá permaneceram (de1630 a 1654), muitos artistas retrataram a paisagem, os índios, os animais, as flores e o cotidiano da região. Na época do governo de Mauricio de Nassau, chegam ao Brasil muitos pintores, entre eles o paisagista Franz Post (1612-1680). Este artista holandês usa técnicas de luz e cor típicas da pintura holandesa e retrata desta forma os cenários do Nordeste do Brasil, no século XVII.
Albert Eckhout (1610-1665)
Chegou ao Brasil em 1637 e permaneceu até 1644. Registrou os habitantes do Brasil, a fauna e a flora. Eckhout tornou-se conhecido principalmente pelo conjunto de suas telas a óleo sobre motivos brasileiros. Retratou habitantes negros, índios e mestiços do Brasil no século XVII e naturezas-mortas com frutas e vegetais tropicais ou cultivadas em solo brasileiros. Desenhou também inúmeros esboços de plantas e animais.
Barroco Sec. XVIII
O estilo barroco chega ao Brasil pelas mãos dos colonizadores, sobretudo portugueses, leigos e religiosos. Seu desenvolvimento pleno se dá no século XVIII, 100 anos após o surgimento do Barroco na Europa, estendendo-se até as duas primeiras décadas do século XIX. Como estilo, constitui um amálgama de diversas tendências barrocas, tanto portuguesas quanto francesas, italianas e espanholas.
Missão Artística Francesa
O século XIX no Brasil presencia mudanças profundas na história das artes plásticas em relação aos séculos anteriores, cujo sentido não pode ser compreendido sem referência à chamada Missão Artística Francesa. Em 26 de março de 1816 aporta no Rio de Janeiro um grupo de artistas franceses, liderados por Joachim Lebreton (1760 - 1819). Acompanham-no o pintor histórico Jean-Baptiste Debret (1768 - 1848), o paisagista Nicolas Taunay (1755 - 1830) e seu irmão, o escultor Auguste Marie Taunay (1768 - 1824). O objetivo é fundar a primeira Academia de Arte no Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves.
Debret enfatiza o que considera os diferentes momentos da marcha da civilização no Brasil: os indígenas e suas relações com o homem branco, as atividades econômicas e a presença marcante da mão de obra escrava e, por fim, as instituições políticas e religiosas.
Historicamente, além da importância da Missão Artística Francesa como fundadora do ensino formal de artes no Brasil, pode-se dizer que durante o tempo em que esses artistas permanecem no país, dentro ou não da Academia, eles ajudam a fixar a imagem do artista como homem livre numa
sociedade de cunho burguês e da arte como ação cultural leiga no lugar da figura do artista-artesão, submetido à Igreja e seus temas, posição predominante nos séculos anteriores.
Academicismo
No Brasil, a origem da arte acadêmica liga-se à criação da Academia Imperial de Belas Artes - Aiba, inaugurada oficialmente em 1826, e marca o início do ensino superior artístico no Brasil. Os prêmios e bolsas de viagem ao exterior concedidos pela Aiba têm papel decisivo na formação de artistas como, por exemplo, Victor Meirelles (1832 - 1903) e Pedro Américo (1843 - 1905). Em linhas gerais, a arte acadêmica no país corresponde a um modelo neoclássico aclimatado, que tem de enfrentar as condições da natureza e da sociedade locais. Entre as várias alterações no modelo encontra-se o predomínio das paisagens entre os pintores acadêmicos no Brasil.
Antes que um estilo específico, o Academicismo é, estritamente falando, um método de ensino artístico profissionalizante de nível superior, equivalente ao ensino universitário moderno. No Brasil tal sistema foi introduzido no período de vigência do Neoclassicismo, estilo do qual foi um dos principais motores de difusão, e depois absorveu estéticas românticas, realistas, e outras que deram o tom à virada do século XIX para o XX.
Na arquitetura, a antiga Alfândega, hoje Casa França-Brasil, e o Solar Grandjean de Montigny, atualmente pertencente à Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - PUC/RJ, constituem exemplos de construção neoclássica no país. Nas composições de Victor Meirelles (1832 - 1903), por exemplo, observam-se afinidades com o espírito romântico de Géricault e Delacroix.
Na produção pictórica brasileira, não se encontram feições realistas como a de Courbet ou Millet. O realismo, no Brasil, encontra-se traduzido em paisagistas Benedito Calixto (1853 - 1927), Clóvis Graciano (1907 - 1988), José Pancetti (1902 - 1958), entre outros. Os tipos e costumes do interior paulista representados por Almeida Júnior (1850 - 1899) podem ser pensados também com base em uma orientação realista.
Ecletismo
O termo ecletismo denota a combinação de diferentes estilos históricos em uma única obra sem com isso produzir novo estilo. Tal método baseia-se na convicção de que a beleza ou a perfeição pode ser alcançada mediante a seleção e combinação das melhores qualidades das obras dos grandes mestres. Além disso, pode designar um movimento mais específico relativo a uma corrente arquitetônica do século XIX. No Brasil, no período de transição para o século XX, o ecletismo é a corrente dominante na arquitetura e nos planos de reurbanização das grandes cidades.
Em São Paulo, o primeiro monumento marcante do novo movimento arquitetônico é o Museu Paulista (conhecido como Museu do Ipiranga), projetado pelo arquiteto italiano Tommazio Bezzi e construído entre 1882 e 1885. A expansão e a modernização da cidade se dão sob o signo do ecletismo, realçando a atuação do engenheiro-arquiteto Ramos de Azevedo (1851 - 1928), responsável por inúmeros prédios públicos, entre eles a Escola Normal Caetano de Campos (1894), na praça da República, o Theatro Municipal (1903 - 1911) e o edifício do Liceu de Artes e Ofícios.
1860 - 1880
Impressionismo
Características do impressionismo:
*Saída do estúdio- observação da natureza a partir de
impressões pessoais e sensações visuais imediatas
*Cores- mistura de matizes na natureza, cores
complementares, contrastes fortes
*Formas- manchas, pinceladas fragmentadas e
justapostas, sem contorno e claro-escuro
*Luz- luminosidade do dia ao ar livre
*Recusa aos motivos históricos, mitológicos e religiosos consagrados pela tradição acadêmica
Os velhos chavões como “tema digno”, “composições equilibradas”, e “desenho correto” foram sepultados.
Artistas
• Édouard Manet (1832-1883)
• Claude Monet (1840-1926)
• Edgar Degas (1834-1917)
• Auguste Rodin (1880-1900)
• Camille Pissarro (1831-1903)
• Eadweard Muybridge (1830-1904)
• Etienne Jules Marey (1830-1904)
Édouard Manet (1832-1883)
Descobriu que se olharmos a natureza ao ar livre não vemos objetos individuais, cada um com sua cor própria, mas uma mistura de matizes, ele já não usava mais efeitos de luz e sombra de forma sutil como era feito em estúdio iluminado pela luz da janela, mas contrastes fortes e duros.
Claude Monet (1840-1926)
Ao pintar, em frente ao motivo ao ar livre, ele não podia ater-se a detalhes, tinha que pintar rapidamente com pinceladas velozes pois havia a influência do tempo, mudanças de luz, de clima. As paisagens de Monet privilegiam o movimento das águas e seus reflexos, explorados em regatas, barcos e portos.
Edgar Degas (1834-1917)
Pintava ângulos inesperados, estava interessado no jogo de luz e sombra sobre a forma humana, procurava formas de sugerir o movimento no espaço.
Pierre Auguste Renoir (1841-1919)
Pintava cenas da vida real usando cores brilhantes, e o efeito da luz do sol sobre a multidão.
Auguste Rodin (1840-1917)
Desprezava o acabamento externo em suas esculturas e deixava algo para ser completado pela imaginação do espectador.
Na cena cultural, vários eventos refletiram a influência do movimento e da velocidade como os estudos de movimento de Muybridge e Marey, eles estavam procurando uma maneira de fazer imagens em movimento a partir de fotografias sucessivas de um modelo se movendo.
Eadweard Muybridge (1830-1904)
Cria em 1877, um dispositivo que lhe permite captar todas as fases do movimento do cavalo e mostrar que, de fato, todos os cascos do animal podiam deixar o solo em um dado momento.
Etienne Jules Marey (França, 1830 -1904)
Enquanto Muybridge usava várias câmeras, Marey usava apenas uma e obtinha, sobre uma mesma placa fotográfica, verdadeiras decomposições do movimento. Ele foi o inventor da cronofotografia (1888) e o fuzil cronofotográfico que foi a base do desenvolvimento cinematográfico.
1880
Pós - impressionismo
O Pós-Impressionismo foi um desenvolvimento do Impressionismo e também uma reação a ele. Foram diferentes estilos que abriram caminho para as vanguardas do sec. XX.
Características:
• Os impressionistas observavam a Natureza
• Os Pós- impressionistas começaram a aplicar métodos científicos em suas pesquisas. Buscavam fundamentalmente trabalhar com a cor e a luz a partir de conhecimentos científicos, como a ótica. Nesse ponto, diferencia-se, portanto do Impressionismo, mais baseado na espontaneidade.
Georges Seurat (1859-1891)
Contribuiu para a pintura francesa ao introduzir uma técnica mais sistemática e científica, chamada divisionismo ou pontilhismo a que ele chamou Pintura Óptica. A técnica consiste em separar as cores, de maneira que, em vez de serem misturadas como pigmentos e aplicadas à tela, são, desde que as vejamos à distância certa, misturadas pelo olhar. As inúmeras manchas de cores puras que cobrem a tela são recompostas pelo olhar do observador. Pode-se dizer que a teoria do divisionismo foi o precursor da televisão e da imagem digital.
Em lugar do naturalismo e da preocupação com os efeitos momentâneos de luz, caros aos impressionistas, o quadro de Seurat expõe figuras de corte geométrico que se apresentam como manequins sobre um plano rigorosamente construído a partir de eixos horizontais e verticais. Os intervalos calculados entre uma figura e outra, as sombras formando ângulos retos e a superfície pontilhada atestam a fidelidade a um programa teórico apoiado nos avanços científicos da época.
A sensação de vibração e luminosidade decorre da "mistura ótica" obtida pelos pequenos pontos de cor de tamanho uniforme que nunca se fundem, mas que reagem uns aos outros em função do olhar à distância.
Paul Signac (1863 – 1935)
Trabalhou com Georges Seurat criando o pontilhismo (ou divisionismo). Signac desenvolve o pontilhismo em boa parte de sua obra. Só que em seus trabalhos os pontos e manchas se tornam mais evidentes e são dispostos de maneira mais dispersa, rompendo, nos termos do crítico Giulio C. Argan, a "linha melódica da cor".
Paul Cézanne (1839-1906)
Sua ênfase está colocada no estudo da estrutura pictórica. É verdade que Cézanne nunca se inclinou às representações realistas e às impressões fugazes exploradas pelos impressionistas. Sua opção recaiu sempre sobre a análise estrutural da natureza, por meio de uma pintura que apela preferencialmente à mente e à consciência, e não à visão. O conhecimento da realidade em Cézanne não é contemplação, mas pesquisa metódica, em que as sensações visuais são filtradas pela consciência. Cézanne dá maior autonomia à composição por meio da ordenação dos planos e volumes cromáticos. Áreas de cor ou formas geométricas são estabelecidas objetivamente, para conduzir a estruturação da superfície nas paisagens, naturezas-mortas ou nos retratos. Os padrões são dados pelo quadro, não vêm do exterior.
Tanto Cézanne como Van Gogh deram um passo importante no abandono da finalidade da pintura como “imitação da natureza”.
Vincent van Gogh (1853-1890)
Suas cores intensas e pinceladas nervosas unem todas as partes da tela na mesma expressão com um efeito dramático inédito. Influenciado pela estampa japonesa, utiliza simples traços negros para dar a idéia de figura e abre mão da ilusão de profundidade .Ele queria que a sua pintura expressasse o que ele sentia e se a distorção o ajudasse a realizar este objetivo ele a utilizava.As pinceladas em redemoinho e a explosão de cores auxiliam a localizar o timbre expressionista da sua produção .
Paul Gauguin (1848-1903)
Depois de gastar um período curto com Vincent Gogh em Arles(1888), Gauguin abandonou a arte imitativa pela expressividade da cor. Gauguin descobre a novidade das obras de Cézanne e delas tira proveito particular. Explora, como ele, um estilo anti-naturalista, mas o faz pelo uso de áreas de cores puras e planas. A ida do pintor para o Taiti em 1891, abre suas pesquisas à cultura plástica dos primitivos, o que se revela no uso de cores vibrantes e na simplificação do desenho.
Gauguin, convencido de que a arte corria o perigo de se tornar leviana e superficial foi procurar nos nativos do pacífico a força e intensidade de sentimento e um modo direto de expressá-lo. As paisagens e pessoas que pinta no Taiti, por exemplo, apresentam cores cruas e formas simples. chapadas, transfigurando o exotismo da região.
Da insatisfação destes 3 artistas surgiram distintos movimentos artísticos posteriores. A obra de Cézanne encontra-se na raiz do cubismo de Picasso e Braque. Gauguin, por sua vez, influencia o movimento simbolista e a arte moderna voltada para o exótico e o primitivo. Finalmente, Van Gogh marca as orientações expressionistas futuras.
Henri de Toulouse-Lautrec (1864-1901)
Tenta conquistar uma linguagem autônoma com litogravuras que abandonam o acabamento clássico. Foi um dos que captou o espírito do mundo flutuante das gravuras Nipônicas. A composição plana das figuras, o destaque do primeiro plano, a perspectiva angulosa transformaram estas pinturas em cartazes da vida mundana Parisiense.
Art Nouveau
Final do séc. XIX- séc.XX
Estilo artístico que se desenvolve entre 1890 e a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) na Europa e nos Estados Unidos, espalhando-se para o resto do mundo, e que interessa mais de perto às artes aplicadas: arquitetura, artes decorativas, design, artes gráficas, mobiliário e outras.
O Art Nouveau se insere no coração da sociedade moderna, reagindo ao historicismo da arte acadêmica do século XIX e ao sentimentalismo e expressões líricas dos românticos, e visa adaptar-se à vida cotidiana, às mudanças sociais e ao ritmo acelerado da vida moderna. A "arte nova" revaloriza a beleza, colocando-a ao alcance de todos, pela articulação estreita entre arte e indústria.
A fonte de inspiração primeira dos artistas é a natureza, as linhas sinuosas e assimétricas das flores e animais. O movimento da linha assume o primeiro plano dos trabalhos, ditando os contornos das formas e o sentido da construção. Os arabescos e as curvas, complementados pelos tons frios, invadem as ilustrações, o mundo da moda, as fachadas e os interiores.
Expressionismo
1905-1914
O termo possui um sentido histórico preciso ao designar uma tendência da arte européia moderna, enraizada em solo alemão, entre 1905 e 1914. O Expressionismo marca uma oposição ao impressionismo francês. À idéia de registro da natureza por meio de sensações visuais imediatas, cara aos impressionistas, o expressionismo contrapõe a expressão que se projeta do artista para a realidade.
Estamos distante das paisagens luminosas de Claude Monet (1840-1926), ou de uma concepção de arte ligada à mente, e não apenas ao olhar, como quer Paul Cézanne (1839-1906). Para os expressionistas a arte liga-se à ação, muitas vezes violenta, rejeitando a verossimilhança e criando as imagens com o auxílio de cores fortes e de formas distorcidas. Os artistas se distanciaram da beleza, eles respeitavam o sofrimento humano, a pobreza, violência, a paixão.
O filósofo alemão Friedrich Nietzsche(1844-1900), talvez o pensador moderno mais incômodo e provocativo, influenciou várias gerações e movimentos artísticos. O Expressionismo, que teve forte influência desse filósofo, contribuiu para o pensamento contrário ao racionalismo moderno e ao trabalho mecânico, através do embate entre a razão e a fantasia.
As obras desse movimento deixam de priorizar o padrão de beleza tradicional para enfocar a instabilidade da vida, marcada por angústia, dor, inadequação do artista diante da realidade.
O pintor norueguês Edvard Munch (1863-1944) é talvez a maior referência do expressionismo alemão. As obras de Van Gogh e Gauguin marcam decisivamente os trabalhos de Munch, em sua ênfase no sentido trágico da vida. A famosa tela O Grito (1893) fornece uma chave privilegiada para termos acesso ao seu universo. A pessoa de aspecto fantasmático em primeiro plano, define um foco que arrasta todo o cenário. As linhas deformadas da figura expandem-se pelo entorno, que participa da angústia do grito.
Existiram dois grupos que entre todos os movimentos são os mais facilmente identificados com o expressionismo. São eles: A Ponte (Die Brücke'), em Dresden (1905-1913); e O Cavaleiro Azul (Der Blaue Reiter), em Munique (1911-1914). Os primeiros eram mais agressivos e politizados e seus principais representantes são Ernst Ludwig Kirchner e Emil Nolde. O Cavaleiro Azul (que mais tarde se desdobrará e parte de seus membros virá a fazer parte da Bauhaus e do advento da abstração) eram mais voltados, em um primeiro momento, à espiritualidade da obra artística e seus principais membros são Vassíli Kandinsky, Paul Klee.
Se agora o que importava na arte não era mais a imitação da natureza, mas a expressão de sentimentos através da escolha de cores e linhas, então porque a arte não poderia ser mais pura, eliminando os temas, e criando efeitos de tons e formas.
Wassily Kandinsky em Munique foi o primeiro a criar a arte abstrata. Em 1922 ele entrou para a Bauhaus em Weimar onde pesquisou as relações entre formas e cores e seus efeitos psicológicos e espirituais.
Paul Klee caracterizava tudo a partir da linha, suas expectativas numa obra de arte era com relação à harmonia pictórica que ele via como equilíbrio entre movimento e contra-movimento.
Bauhaus 1919 - 1933
"Criemos uma nova guilda/classe de artesãos, sem as distinções de classe que erguem uma barreira de arrogância entre o artista e o artesão", declara o arquiteto germânico Walter Adolf Gropius (1883 - 1969), quando inaugura a Bauhaus, em 1919. arquitetura, as artes ou a indústria.
O termo é literalmente "casa (haus) para construir (bauen)"
A Bauhaus ocupa um lugar próprio na história cultural do século XX, arquitetura, design, arte e novas mídias. No momento em que a sociedade industrial estava em crise, a Bauhaus se perguntava como o processo de modernização poderia ser dominado pelo design. O objetivo do curso era formar designers capacitados para trabalhar com criatividade em diversos campos como a arquitetura, as artes ou a indústria.
Características da Bauhaus:
• as pesquisas formais e as tendências construtivistas realizadas com o máximo de economia na utilização do solo e na construção;
• a atenção às características específicas dos diferentes materiais como madeira, vidro, metal e outros;
• a idéia de que a forma artística deriva de um método, ou problema, previamente definido o que leva à correspondência entre forma e função;
• e o recurso das novas tecnologias.
A ascensão do nazismo na Alemanha, a partir de 1933, causará o fechamento da Escola de Bauhaus, e seus professores e alunos serão perseguidos pelo Estado, que considerará a arte por esses produzida como um elemento degenerado e degenerador.
Os professores de Bauhaus mais proeminentes eram:
Pintores
Vassily Kandinsky , Paul Klee , László Moholy-Nagy,
Josef Albers
Arquitetos
Walter Gropius , Ludwig Mies Van der Rohe , Hannes Meyer
Escultores
Otto Werner, Josef Hartwig
Cubismo 1907- 1914
Considerado um divisor de águas na história da arte ocidental, o cubismo recusa a idéia de arte como imitação da natureza, afastando noções como perspectiva e modelagem, assim como qualquer tipo de efeito ilusório.
O nome do movimento surgiu quando o crítico Louis Vauxcelles citando as composições do Braque fala sobre uma realidade plástica construída com “cubos” no jornal Gil Blas, 1908
Características
• sem perspectiva e sem representação da natureza.
• nivelamento da hierarquia espacial como negação da noção tradicional de que na pintura o objeto é mais importante que o fundo.
• múltiplas perspectivas- Cubos, volumes e planos geométricos entrecortados reconstroem formas que se apresentam, simultaneamente, de vários ângulos nas telas.
A ruptura empreendida pelo cubismo encontra suas fontes primeiras na obra de Paul Cézanne (1839-1906) - e em sua forma de construção de espaços por meio de volumes e da decomposição de planos - e também na arte africana, máscaras, fotografias e objetos.
O CUBISMO
1907-1912: cubismo analítico -preocupação predominante com as pesquisas estruturais, por meio da decomposição dos objetos e do estilhaçamento dos planos, e forte tendência ao monocromatismo.
A partir de 1912: cubismo sintético, as cores se acentuam e a ênfase dos experimentos é colocada sobre a recomposição dos objetos. Elementos heterogêneos - recortes de jornais, pedaços madeira, cartas de baralho, caracteres tipográficos, entre outros –são agregados à superfície das telas, dando origem às famosas colagens.
Pablo Picasso (1881-1973)
Georges Braque (1882-1963)
Constantin Brancusi (1876-1957)
Optou por fazer obras simples com formas puras fazendo uso de elementos básicos. Ele foi para a escultura moderna o que Picasso foi para a pintura.
Futurismo 1909- 1914
O primeiro manifesto foi publicado no Le Fígaro de Paris, em 22/02/1909, e nele, o poeta italiano Marinetti, dizia que "o esplendor do mundo enriqueceu-se com uma nova beleza: a beleza da velocidade”. O segundo manifesto, de 1910, resultou do encontro do poeta com os pintores Carlo Carra, Russolo, Severini, Boccioni e Giacomo Balla. Houveram vários manifestos até 1924.
Os futuristas saúdam a era moderna, aderindo entusiasticamente à máquina. Para Balla, "é mais belo um ferro elétrico que uma Escultura grega".
Procura-se neste estilo expressar o movimento real,
registrando a velocidade descrita pelas figuras em movimento no espaço. O artista futurista não está interessado em pintar um automóvel, mas captar na forma plástica a velocidade descrita por ele no espaço.
A exaltação da máquina e da "beleza da velocidade", associadas ao elogio da técnica e da ciência, tornam-se emblemáticas da nova atitude estética e política. Uma nova sensibilidade, condicionada pela velocidade dos meios de comunicação, estána base das novas formas artísticas futuristas.
Umberto Boccioni (1882-1916)
Em Formas inéditas continuas no espaço, Boccioni coloca a velocidade e a força em forma escultural. Ultrapassando os limites do corpo, suas linhas ondulam encurvam-se e agilizam -se, como se moldada pelo vento durante o seu transcurso. Estudou a musculatura humana. O resultado é um retrato tridimensional de um corpo poderoso em ação.
Giacomo Balla (1871-1958)
Dadaísmo 1916-1921
Movimento formado em 1916 em Zurique por jovens franceses e alemães que, se tivessem permanecido em seus respectivos países, teriam sido convocados para o serviço militar. O Dada foi um movimento de negação. Durante a Primeira Guerra Mundial, artistas de várias nacionalidades, exilados na Suíça, eram contrários ao envolvimento dos seus próprios países na guerra.
O grupo fundou um movimento literário para expressar suas decepções em relação a incapacidade da ciências, religião, filosofia que se revelaram pouco eficazes em evitar a destruição da Europa. A palavra Dada foi descoberta acidentalmente por Hugo Ball e por Tzara Tristan num dicionário alemão-francês. Dada é uma palavra francesa que significa na linguagem infantil "cavalo de pau". Esse nome escolhido não fazia sentido, assim como a arte que perdera todo o sentido diante da irracionalidadeda guerra.
Sendo a negação total da cultura, o Dadaísmo defende o absurdo, a incoerência, a desordem, o caos. Politicamente , firma-se como um protesto contra uma civilização que não conseguiria evitar a guerra.
MARCEL DUCHAMP (1887-1968), pintor e escultor francês, sua arte abriu caminho para movimentos como a pop art e a op art das décadas de 1950 e 1960. Reinterpretou o cubismo a sua maneira, interessando-se pelo movimento das formas.
Nú descendo a escada, 1911
Esta pintura foi rejeitada no Salão de Outono de Paris, mas foi exposta na exposição cubista em Barcelona e em Paris no Salon de la Section d'Or. Em 1912 ele a apresentou no ArmoryShow em New York e fez enorme sucesso, este evento foi responsável pela introdução da arte moderna nos Estados Unidos.
O experimentalismo e a provocação o conduziram a idéias radicais em arte, antes do surgimento do grupo Dada (Zurique, 1916). Duchamp criou os ready-mades, objetos industrializados escolhidos ao acaso, e que, após leve intervenção e receberem
um título, adquiriam a condição de objeto de arte.
Em 1917 foi rejeitado ao enviar a uma mostra um urinol de louça que chamou de "Fonte". Depois fez interferências, pintou bigodesna Mona Lisa, para demonstrar seu desprezo pela arte tradicional, e inventou mecanismos ópticos.
Metafísica 1917
Corrente pictórica italiana, que se define a partir do encontro entre Giorgio de Chirico (1888-1978) e Carlo Carrà (1881-1966) em Ferrara, 1917. Nesse momento, os pintores cunham o termo "pintura metafísica".
De Chirico já ensaia o novo estilo desde 1910, numa recusa decidida ao futurismo, tanto às suas soluções formais, quanto àideologia política e nacionalista que ampara o movimento. A arte de De Chirico apresenta, já aí, uma face metafísica: coloca-se como exterior à temporalidade, como negação do presente, da realidade natural e social. Nada mais distante das motivações futuristas, que anseiam pela aceleração do tempo e pela transformação da sociedade.
Surrealismo
O surrealismo foi por excelência a corrente artística moderna da representação do irracional e do subconsciente. Suas origens devem ser buscadas no dadaísmo e na pintura metafísica de Giorgio De Chirico. A importância do mundo onírico, do irracional e do inconsciente se relaciona diretamente ao uso livre que os artistas fazem da obra de Sigmund Freud (1856-1939) e da psicanálise, permitindo-lhes explorar nas artes o imaginário e os impulsos ocultos da mente.
A publicação do Manifesto do Surrealismo, assinado por André Breton em outubro de 1924, marcou historicamente o nascimento do movimento. Nele se propunha a restauração dos sentimentos humanos e do instinto como ponto de partida para uma nova linguagem artística.
Breton define Surrealismo: "Automatismo psíquico pelo qual alguém se propõe a exprimir, seja verbalmente, seja por escrito, seja de qualquer outra maneira, o funcionamento real do pensamento".
Salvador Dalí (1904-1989) radicaliza a idéia de libertação dos instintos e impulsos contra qualquer controle racional pela defesa do método da 'paranóia crítica', forma de tornar o delírio um mecanismo produtivo, criador. A crítica cultural empreendida pelos surrealistas, baseada nas articulações arte/inconsciente e arte/política, deixa entrever sua ambição revolucionária e subversiva, amparada na psicanálise.
Joan Miro (1893-1983)
A pintura O Carnaval de Arlequim, 1924-25, inaugurou uma linguagem cujos símbolos remetem a uma fantasia inocente, sem as profundezas das questões surrealistas.
Man Ray (1890-1976) em 1921 encontra o movimento surrealista na pintura. Trabalha como fotógrafo para financiar a pintura e, com a nova atividade, desenvolve a sua arte, a raiografia, ou fotograma, criando imagens abstratas (obtidas sem o auxílio da câmara) mas com a exposição à luz de objetos previamente dispersos sobre o papel fotográfico.qual inverte parcialmente os tons da fotografia.
Em 1993, a foto "GLASS TEARS“, 1932, de MAN RAY, torna-se a fotografia mais cara
do mundo, ultrapassando o valor de 65 mil dólares.
Um olho feminino, com esferas de vidro na face, significando lágrimas...
Suprematismo
1913-1925
Movimento russo de arte abstrata que surge por volta de 1913, mas cuja sistematização teórica data de 1925 e do manifesto Do cubismo ao futurismo ao suprematismo: o novo realismo na pintura, escrito por Kazimir Malevich (1878-1935) em colaboração com o poeta Vladímir Maiakóvski (1894-1930).
O suprematismo de Malevich vai defender uma arte livre de finalidades práticas e comprometida com a pura visualidade plástica. Se a arte de Malevich possui pretensão espiritual, ela não se confunde com a defesa do espiritual na arte que faz
Wassily Kandinsky (1866-1914), que o define como "expressão da vida interior do artista". Malevich, ao contrário, se detém na pesquisa metódica da estrutura da imagem, que coincide com a busca da “forma absoluta”, da molécula pictórica.
Neoplasticismo 1917-1928
(abstração geométrica)
O termo liga-se diretamente às novas formulações plásticas de Piet Mondrian (1872-1944) e Theo Van Doesburg (1883-1931) e sua origem remete à revista De Stijl (O Estilo) criada pelos dois artistas holandeses em 1917, em cujo primeiro número Mondrian publica A nova plástica na pintura.
O movimento se organiza, segundo Van Doesburg, em torno da necessidade de "clareza, certeza e ordem" e tem como propósito central encontrar uma nova forma de expressão plástica, liberta de sugestões representativas e composta a partir de elementos mínimos: a linha reta, o retângulo e as cores primárias - azul, vermelho e amarelo - além do preto, branco e cinza.
O neoplasticismo de Mondrian dispensa os detalhes e a variedade da natureza, buscando o princípio universal sob a aparência do mundo. Menos que expressar as coisas naturais, sua arte visa, segundo ele, a "expressão pura da relação".
Construtivismo
1919 - 1934
O termo construtivismo liga-se diretamente ao movimento de vanguarda russa. No construtivismo a pintura e a escultura são pensadas como construções e não mais como representações, esta é uma influência do Cubismo que rompera com a representação Renascentista.
Os artistas construtivistas acreditavam que deveriam fazer arte utilizando formas e processos da tecnologia moderna. Esculturas eram “construídas” usando técnicas e materiais industriais, e na pintura formas abstratas eram usadas para criar estruturas das máquinas tecnológicas.
Principais artistas
• Vladimir Tatlin
• Alexander Rodchenko
• Antoine Pevsner
• Naum Gabo
Vladimir Tatlin (1885-1953)
O artista expressou suas idéias a partir de construções tridimensionais com “materiais reais” em “espaço real” .Utilizou papel, madeira, vidro, metal, tecido nas suas obras. Os artistas agora eram também pesquisadores, engenheiros, construtores de arte.
Alexander Rodchenko (1891-1956)
Estudou Malevich e Tatlin, criando obras abstratas geométricas e utilizando materiais diversos. Depois abandonou a pintura dedicando-se à fotografia e ao design.
Arte no Brasil
Sec. XIX e XX
Academicismo
No Brasil, a origem da arte acadêmica liga-se à criação da Academia Imperial de Belas Artes - Aiba, inaugurada oficialmente em 1826, e marca o início do ensino superior artístico no Brasil. Os prêmios e bolsas de viagem ao exterior concedidos pela Aiba têm papel decisivo na formação de artistas como, por exemplo, Victor Meirelles (1832 - 1903) e Pedro Américo (1843 - 1905). Em linhas gerais, a arte acadêmica no país corresponde a um modelo neoclássico aclimatado, que tem de enfrentar as condições da natureza e da sociedade locais. Entre as várias alterações no modelo encontra-se o predomínio das paisagens entre os pintores acadêmicos no Brasil.
Antes que um estilo específico, o Academicismo é, estritamente falando, um método de ensino artístico profissionalizante de nível superior, equivalente ao ensino universitário moderno. No Brasil tal sistema foi introduzido no período de vigência do Neoclassicismo, estilo do qual foi um dos principais motores de difusão, e depois absorveu estéticas românticas, realistas, e outras que deram o tom à virada do século XIX para o XX.
Na produção pictórica brasileira, não se encontram feições realistas como a de Courbet ou Millet. O realismo, no Brasil, encontra-se traduzido em paisagistas Benedito Calixto (1853 - 1927), Clóvis Graciano (1907 - 1988), José Pancetti (1902 - 1958), entre outros. Os tipos e costumes do interior paulista representados por Almeida Júnior (1850 - 1899) podem ser pensados também com base em uma orientação realista.
O modernismo no Brasil tem como marco simbólico a Semana de Arte Moderna, realizada em São Paulo, no ano de 1922, considerada um divisor de águas na história da cultura brasileira. O evento - organizado por um grupo de intelectuais e artistas por ocasião do Centenário da Independência - declara o rompimento com o tradicionalismo cultural associado às correntes literárias e artísticas anteriores.
A defesa de um novo ponto de vista estético e o compromisso com a independência cultural do país fazem do modernismo sinônimo de "estilo novo", diretamente associado à produção realizada sob a influência de 1922. Heitor Villa- Lobos (1887 -1958) na música; Mário de Andrade (1893 - 1945) e Oswald de Andrade (1890 - 1954), na literatura; Victor Brecheret (1894 -1955), na escultura; Anita Malfatti (1889 - 1964) e Di Cavalcanti (1897 - 1976), na pintura, são alguns dos participantes da Semana, realçando sua abrangência e heterogeneidade.
(Antonio Candido).
Alfredo Volpi não participou dos movimentos modernistas da década de 20, apoiados pela elite brasileira. Manteve-se à parte desses grupos. Não teve acesso aos mestres europeus, como era comum na época.
Após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), a América Latina passa por um forte surto desenvolvimentista e industrial. No Brasil, são fundados o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ e de São Paulo - MAM/SP, o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand - Masp e a Bienal Internacional de São Paulo.
Arte Concreta
A arte concreta é herdeira das pesquisas do grupo De Stijl [O Estilo], 1917/1928, de Piet Mondrian (1872 - 1944) e VanDoesburg, que busca a pureza e o rigor formal na ordem harmônica do universo. Além disso, parte de ideais da Bauhaus, 1919-1933, nos quais a racionalidade deve estar presente em todos os âmbitos sociais e nas conquistas da arte democratizadas pela indústria.
Na história da Literatura brasileira, a Poesia Concreta foi criada por autores como Décio Pignatari, Haroldo de Campos e Augusto de Campos com o objetivo de mudança, visando um novo tipo de expressão, baseada em princípios experimentalistas. A Poesia Concreta vê importância no espaço gráfico-visual e valoriza os elementos constitutivos da palavra. A função poética estácentrada na mensagem.
A Exposição Nacional de Arte Concreta, realizada em 1956/1957, reúne, além dos artistas do Grupo Ruptura, alunos de Ivan Serpa (1923 - 1973), que leciona pintura no MAM/RJ e de onde surge o Grupo Frente, formado por Décio Vieira (1922 - 1988), e Hélio Oiticica (1937 - 1980). Participam também, entre outros, Lygia Pape (1927 - 2004), Lygia Clark (1920 - 1988), Amilcar de Castro (1920 - 2002) e Franz Weissmann (1911 - 2005).
Parangolés
Oiticia propõe ao espectador (agora participante) em lugar de meramente contemplar a cor, vestir-se nela. Este simples ato, que libera o participante do domínio da sensação visual, produz uma "maravilhosa sensação de expansão", criada pela incorporação dos elementos da obra numa vivência total do espectador.
Lygia Clark (1920-1988)
A artista se dedicou durante quatro anos ao estudo das possibilidades transformadoras dos bichos, objetos compostos por placas metálicas e por dobradiças (eles oscilam entre a figuração e a abstração). Ao acionar as dobradiças, o espectador cria um jogo de movimentos que dá aos objetos qualidades de seres orgânicos, o que é confirmado pela escolha do nome dos trabalhos feita pela artista.
Abraham Palatinik
Aparelho cinecromático,1955 Com uma técnica inovadora, apoiada em seus conhecimentos técnicos, científicos e artísticos, Palatnik introduziu pela primeira vez na história da arte a possibilidade de se "pintar" com a luz e movimento.
Expressionismo Abstrato
1940-1950
Expressionismo abstrato refere-se a um movimento artístico que tem lugar em Nova York, no período imediatamente após a 2ªGuerra Mundial. Trata-se do primeiro estilo pictórico norte-americano a obter reconhecimento internacional. Os Estados Unidos surgem como nova potência mundial e centro artístico emergente, beneficiado, em larga medida, pela emigração de intelectuais e artistas europeus.
A recusa dos estilos e técnicas artísticas tradicionais, assim como a postura crítica em relação à sociedade e ao establishment americano, aproxima um grupo bastante heterogêneo de pintores e escultores, entre os quais Jackson Pollock (1912-1956), Mark Rothko (1903-1970), Willem de Kooning (1904-1997), Ad Reinhardt (1913-1967).
Pollock retira a tela do cavalete, colocando-a no solo. Sobre ela, a tinta é gotejada e/ou atirada ao ritmo do gesto do artista, que gira sobre o quadro ou se posta sobre ele. A nova atitude, física inclusive, do artista diante da obra subverte a imagem do pintorcontemplativo e mesmo a do técnico ou desenhista industrial que realiza o trabalho de acordo com um projeto prévio. A obra de arte, fruto de uma relação corporal do artista com a pintura, nasce da liberdade de improvisação, do gesto espontâneo, da expressão de uma personalidade individual.
Os emaranhados de linhas e cores que explodem nas telas de Pollock afastam qualquer idéia de mensagem a ser decifrada. Do mesmo modo que os quadros de Rothko, com suas faixas de pouco brilho e sutis passagens de tons, ou mesmo as soluções figurativas de De Kooning, não querem oferecer uma chave de leitura. A ausência de modelos, a idéia de espontaneidade relacionada ao trabalho artístico e o gesto explosivo do pintor que desintegra a realidade não impede a localização de problemáticas que pulsam nas obras produzidas.
Pop art- 1960
Na década de 1960, os artistas defendem uma arte popular (pop) que se comunique diretamente com o público por meio de signos e símbolos retirados do imaginário que cerca a cultura de massa e a vida cotidiana. A defesa do popular traduz uma atitude artística contrária ao hermetismo da arte moderna. Nesse sentido, a arte pop se coloca na cena artística que tem lugar em fins da década de 1950 como um dos movimentos que recusam a separação arte/vida.
As bases da nova forma de expressão artística se aproveita das mudanças tecnológicas e da ampla gama de possibilidades colocada pela visualidade moderna, que está no mundo - ruas e casas - e não apenas em museus e galerias.
Sem programas ou manifestos, seus trabalhos se afinam pelas temáticas abordadas, pelo desenho simplificado e pelas cores saturadas. A nova atenção concedida aos objetos comuns e àvida cotidiana encontra seus precursores na anti-arte dos dadaístas e surrealistas.
Arte Óptica/ Op art
período entre 1965 e 1968
A arte óptica se auto classifica como arte cinética por solicitar a interação perceptiva do espectador.
O que ocorre nessa interação perceptiva é que o espectador reconhece um movimento que não existe na obra em sua realidade concreta, ele não é sequer representado. Ou seja: como espectadores temos a sensação de um movimento real, mesmo sabendo que a obra não se move.
As ilusões ópticas de movimento acontecem quando a nossa percepção é convidada a transitar por determinados efeitos como nas composições em que figura e fundo se confundem, ou linhas e formas repetidas que parecem vibrar na superfície plana.
A op art inaugura relações bem particulares do artista com seu público, na medida em que o processo de criação se passa no olhar do espectador e depende dele para ser concluída.
Os principais artistas são: Vassarely, Jesus Soto, Cruz Diez.
O húngaro Victor Vasarely (1908- 1997) , em sua fase Preto e Branco, serve-se extensamente do jogo de figura e fundo. Com o objetivo de explorar efeitos visuais, ele analisa alguns princípios da psicologia da Gestalt, ciência que orienta seu trabalho. Ele encontra na estrutura básica da forma, ponto e quadrado e da cor, praticamente preto e branco sua fonte de criação.
O venezuelano Jésus Raphael Soto (1923-2005) começa, por volta de 1951, o artista cria as primeiras obras em que elementos dispostos em série no espaço produzem efeitos de movimento virtual e vibração, através da repetição dos elementos formais. Nas repetições ópticas, ele desenvolveu trabalhos em alto relevo, o que fez com que ficasse entre o status de pintor e o de escultor.
Arte Cinética
A especificidade da arte cinética, dizem os estudiosos, é que nela o movimento constitui o princípio de estruturação. O cinetismo rompe assim com a condição estática da pintura, apresentando a obra como um objeto móvel, que não apenas traduz ou representa o movimento, mas está em movimento.
O termo móbile é datado de 1932, mas pode-se também aplicá-lo a trabalhos anteriores a esta data. É difícil sugerir um ponto de partida para esta classe de trabalhos em que a expectativa do movimento estava tão presente. A maioria dos móbiles é construída com materiais leves, e eles eram pendurados no teto. Alguns eram fixos e iam e vinham por meio do impulso do espectador.
ALEXANDER CALDER (1898-1976)
Alexander Calder foi um artista da forma e do equilíbrio, que aliou com perfeição, arte e técnica. Com lâminas de metal e arame criou "esculturas em movimento", os móbiles, que lhe atribuíram grande popularidade.
A obra interativa perceptiva começa agora a dar espaço para as propostas que exigem mais do espectador do que apenas sua percepção visual. A intenção dos artistas é que a obra se transforme em relação ao posicionamento, ao movimento e a manipulação do espectador. Os trabalhos ligados à essa corrente foram denominados obras ópticas transformáveis e manipuláveis.
Julio LeParc 1928-
Estabeleceu uma nova linguagem, utilizando luz, percepção, movimento e ilusão.
Arte Contemporânea
As novas orientações artísticas, apesar de distintas, partilham um espírito comum: são, cada qual a seu modo, tentativas de dirigir a arte às coisas do mundo, à natureza, à realidade urbana e ao mundo da tecnologia. As obras articulam diferentes linguagens -dança, música, pintura, teatro, escultura, literatura etc., desafiando as classificações habituais, colocando em questão o caráter das representações artísticas e a própria definição de arte. Instalações, performances, land art, body art...
É importante lembrar que o uso de novas tecnologias - vídeo, televisão, computador etc. - atravessa parte substantiva da produção contemporânea, trazendo novos elementos para o debate sobre o fazer artístico.
Espero ter ajudado a todos.
Bjo
Daniela
Sec. XVII-XIX
Holandeses no Brasil
Na época em que os holandeses invadiram o nordeste brasileiro e lá permaneceram (de1630 a 1654), muitos artistas retrataram a paisagem, os índios, os animais, as flores e o cotidiano da região. Na época do governo de Mauricio de Nassau, chegam ao Brasil muitos pintores, entre eles o paisagista Franz Post (1612-1680). Este artista holandês usa técnicas de luz e cor típicas da pintura holandesa e retrata desta forma os cenários do Nordeste do Brasil, no século XVII.
Albert Eckhout (1610-1665)
Chegou ao Brasil em 1637 e permaneceu até 1644. Registrou os habitantes do Brasil, a fauna e a flora. Eckhout tornou-se conhecido principalmente pelo conjunto de suas telas a óleo sobre motivos brasileiros. Retratou habitantes negros, índios e mestiços do Brasil no século XVII e naturezas-mortas com frutas e vegetais tropicais ou cultivadas em solo brasileiros. Desenhou também inúmeros esboços de plantas e animais.
Barroco Sec. XVIII
O estilo barroco chega ao Brasil pelas mãos dos colonizadores, sobretudo portugueses, leigos e religiosos. Seu desenvolvimento pleno se dá no século XVIII, 100 anos após o surgimento do Barroco na Europa, estendendo-se até as duas primeiras décadas do século XIX. Como estilo, constitui um amálgama de diversas tendências barrocas, tanto portuguesas quanto francesas, italianas e espanholas.
Missão Artística Francesa
O século XIX no Brasil presencia mudanças profundas na história das artes plásticas em relação aos séculos anteriores, cujo sentido não pode ser compreendido sem referência à chamada Missão Artística Francesa. Em 26 de março de 1816 aporta no Rio de Janeiro um grupo de artistas franceses, liderados por Joachim Lebreton (1760 - 1819). Acompanham-no o pintor histórico Jean-Baptiste Debret (1768 - 1848), o paisagista Nicolas Taunay (1755 - 1830) e seu irmão, o escultor Auguste Marie Taunay (1768 - 1824). O objetivo é fundar a primeira Academia de Arte no Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves.
Debret enfatiza o que considera os diferentes momentos da marcha da civilização no Brasil: os indígenas e suas relações com o homem branco, as atividades econômicas e a presença marcante da mão de obra escrava e, por fim, as instituições políticas e religiosas.
Historicamente, além da importância da Missão Artística Francesa como fundadora do ensino formal de artes no Brasil, pode-se dizer que durante o tempo em que esses artistas permanecem no país, dentro ou não da Academia, eles ajudam a fixar a imagem do artista como homem livre numa
sociedade de cunho burguês e da arte como ação cultural leiga no lugar da figura do artista-artesão, submetido à Igreja e seus temas, posição predominante nos séculos anteriores.
Academicismo
No Brasil, a origem da arte acadêmica liga-se à criação da Academia Imperial de Belas Artes - Aiba, inaugurada oficialmente em 1826, e marca o início do ensino superior artístico no Brasil. Os prêmios e bolsas de viagem ao exterior concedidos pela Aiba têm papel decisivo na formação de artistas como, por exemplo, Victor Meirelles (1832 - 1903) e Pedro Américo (1843 - 1905). Em linhas gerais, a arte acadêmica no país corresponde a um modelo neoclássico aclimatado, que tem de enfrentar as condições da natureza e da sociedade locais. Entre as várias alterações no modelo encontra-se o predomínio das paisagens entre os pintores acadêmicos no Brasil.
Antes que um estilo específico, o Academicismo é, estritamente falando, um método de ensino artístico profissionalizante de nível superior, equivalente ao ensino universitário moderno. No Brasil tal sistema foi introduzido no período de vigência do Neoclassicismo, estilo do qual foi um dos principais motores de difusão, e depois absorveu estéticas românticas, realistas, e outras que deram o tom à virada do século XIX para o XX.
Na arquitetura, a antiga Alfândega, hoje Casa França-Brasil, e o Solar Grandjean de Montigny, atualmente pertencente à Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - PUC/RJ, constituem exemplos de construção neoclássica no país. Nas composições de Victor Meirelles (1832 - 1903), por exemplo, observam-se afinidades com o espírito romântico de Géricault e Delacroix.
Na produção pictórica brasileira, não se encontram feições realistas como a de Courbet ou Millet. O realismo, no Brasil, encontra-se traduzido em paisagistas Benedito Calixto (1853 - 1927), Clóvis Graciano (1907 - 1988), José Pancetti (1902 - 1958), entre outros. Os tipos e costumes do interior paulista representados por Almeida Júnior (1850 - 1899) podem ser pensados também com base em uma orientação realista.
Ecletismo
O termo ecletismo denota a combinação de diferentes estilos históricos em uma única obra sem com isso produzir novo estilo. Tal método baseia-se na convicção de que a beleza ou a perfeição pode ser alcançada mediante a seleção e combinação das melhores qualidades das obras dos grandes mestres. Além disso, pode designar um movimento mais específico relativo a uma corrente arquitetônica do século XIX. No Brasil, no período de transição para o século XX, o ecletismo é a corrente dominante na arquitetura e nos planos de reurbanização das grandes cidades.
Em São Paulo, o primeiro monumento marcante do novo movimento arquitetônico é o Museu Paulista (conhecido como Museu do Ipiranga), projetado pelo arquiteto italiano Tommazio Bezzi e construído entre 1882 e 1885. A expansão e a modernização da cidade se dão sob o signo do ecletismo, realçando a atuação do engenheiro-arquiteto Ramos de Azevedo (1851 - 1928), responsável por inúmeros prédios públicos, entre eles a Escola Normal Caetano de Campos (1894), na praça da República, o Theatro Municipal (1903 - 1911) e o edifício do Liceu de Artes e Ofícios.
1860 - 1880
Impressionismo
Características do impressionismo:
*Saída do estúdio- observação da natureza a partir de
impressões pessoais e sensações visuais imediatas
*Cores- mistura de matizes na natureza, cores
complementares, contrastes fortes
*Formas- manchas, pinceladas fragmentadas e
justapostas, sem contorno e claro-escuro
*Luz- luminosidade do dia ao ar livre
*Recusa aos motivos históricos, mitológicos e religiosos consagrados pela tradição acadêmica
Os velhos chavões como “tema digno”, “composições equilibradas”, e “desenho correto” foram sepultados.
Artistas
• Édouard Manet (1832-1883)
• Claude Monet (1840-1926)
• Edgar Degas (1834-1917)
• Auguste Rodin (1880-1900)
• Camille Pissarro (1831-1903)
• Eadweard Muybridge (1830-1904)
• Etienne Jules Marey (1830-1904)
Édouard Manet (1832-1883)
Descobriu que se olharmos a natureza ao ar livre não vemos objetos individuais, cada um com sua cor própria, mas uma mistura de matizes, ele já não usava mais efeitos de luz e sombra de forma sutil como era feito em estúdio iluminado pela luz da janela, mas contrastes fortes e duros.
Claude Monet (1840-1926)
Ao pintar, em frente ao motivo ao ar livre, ele não podia ater-se a detalhes, tinha que pintar rapidamente com pinceladas velozes pois havia a influência do tempo, mudanças de luz, de clima. As paisagens de Monet privilegiam o movimento das águas e seus reflexos, explorados em regatas, barcos e portos.
Edgar Degas (1834-1917)
Pintava ângulos inesperados, estava interessado no jogo de luz e sombra sobre a forma humana, procurava formas de sugerir o movimento no espaço.
Pierre Auguste Renoir (1841-1919)
Pintava cenas da vida real usando cores brilhantes, e o efeito da luz do sol sobre a multidão.
Auguste Rodin (1840-1917)
Desprezava o acabamento externo em suas esculturas e deixava algo para ser completado pela imaginação do espectador.
Na cena cultural, vários eventos refletiram a influência do movimento e da velocidade como os estudos de movimento de Muybridge e Marey, eles estavam procurando uma maneira de fazer imagens em movimento a partir de fotografias sucessivas de um modelo se movendo.
Eadweard Muybridge (1830-1904)
Cria em 1877, um dispositivo que lhe permite captar todas as fases do movimento do cavalo e mostrar que, de fato, todos os cascos do animal podiam deixar o solo em um dado momento.
Etienne Jules Marey (França, 1830 -1904)
Enquanto Muybridge usava várias câmeras, Marey usava apenas uma e obtinha, sobre uma mesma placa fotográfica, verdadeiras decomposições do movimento. Ele foi o inventor da cronofotografia (1888) e o fuzil cronofotográfico que foi a base do desenvolvimento cinematográfico.
1880
Pós - impressionismo
O Pós-Impressionismo foi um desenvolvimento do Impressionismo e também uma reação a ele. Foram diferentes estilos que abriram caminho para as vanguardas do sec. XX.
Características:
• Os impressionistas observavam a Natureza
• Os Pós- impressionistas começaram a aplicar métodos científicos em suas pesquisas. Buscavam fundamentalmente trabalhar com a cor e a luz a partir de conhecimentos científicos, como a ótica. Nesse ponto, diferencia-se, portanto do Impressionismo, mais baseado na espontaneidade.
Georges Seurat (1859-1891)
Contribuiu para a pintura francesa ao introduzir uma técnica mais sistemática e científica, chamada divisionismo ou pontilhismo a que ele chamou Pintura Óptica. A técnica consiste em separar as cores, de maneira que, em vez de serem misturadas como pigmentos e aplicadas à tela, são, desde que as vejamos à distância certa, misturadas pelo olhar. As inúmeras manchas de cores puras que cobrem a tela são recompostas pelo olhar do observador. Pode-se dizer que a teoria do divisionismo foi o precursor da televisão e da imagem digital.
Em lugar do naturalismo e da preocupação com os efeitos momentâneos de luz, caros aos impressionistas, o quadro de Seurat expõe figuras de corte geométrico que se apresentam como manequins sobre um plano rigorosamente construído a partir de eixos horizontais e verticais. Os intervalos calculados entre uma figura e outra, as sombras formando ângulos retos e a superfície pontilhada atestam a fidelidade a um programa teórico apoiado nos avanços científicos da época.
A sensação de vibração e luminosidade decorre da "mistura ótica" obtida pelos pequenos pontos de cor de tamanho uniforme que nunca se fundem, mas que reagem uns aos outros em função do olhar à distância.
Paul Signac (1863 – 1935)
Trabalhou com Georges Seurat criando o pontilhismo (ou divisionismo). Signac desenvolve o pontilhismo em boa parte de sua obra. Só que em seus trabalhos os pontos e manchas se tornam mais evidentes e são dispostos de maneira mais dispersa, rompendo, nos termos do crítico Giulio C. Argan, a "linha melódica da cor".
Paul Cézanne (1839-1906)
Sua ênfase está colocada no estudo da estrutura pictórica. É verdade que Cézanne nunca se inclinou às representações realistas e às impressões fugazes exploradas pelos impressionistas. Sua opção recaiu sempre sobre a análise estrutural da natureza, por meio de uma pintura que apela preferencialmente à mente e à consciência, e não à visão. O conhecimento da realidade em Cézanne não é contemplação, mas pesquisa metódica, em que as sensações visuais são filtradas pela consciência. Cézanne dá maior autonomia à composição por meio da ordenação dos planos e volumes cromáticos. Áreas de cor ou formas geométricas são estabelecidas objetivamente, para conduzir a estruturação da superfície nas paisagens, naturezas-mortas ou nos retratos. Os padrões são dados pelo quadro, não vêm do exterior.
Tanto Cézanne como Van Gogh deram um passo importante no abandono da finalidade da pintura como “imitação da natureza”.
Vincent van Gogh (1853-1890)
Suas cores intensas e pinceladas nervosas unem todas as partes da tela na mesma expressão com um efeito dramático inédito. Influenciado pela estampa japonesa, utiliza simples traços negros para dar a idéia de figura e abre mão da ilusão de profundidade .Ele queria que a sua pintura expressasse o que ele sentia e se a distorção o ajudasse a realizar este objetivo ele a utilizava.As pinceladas em redemoinho e a explosão de cores auxiliam a localizar o timbre expressionista da sua produção .
Paul Gauguin (1848-1903)
Depois de gastar um período curto com Vincent Gogh em Arles(1888), Gauguin abandonou a arte imitativa pela expressividade da cor. Gauguin descobre a novidade das obras de Cézanne e delas tira proveito particular. Explora, como ele, um estilo anti-naturalista, mas o faz pelo uso de áreas de cores puras e planas. A ida do pintor para o Taiti em 1891, abre suas pesquisas à cultura plástica dos primitivos, o que se revela no uso de cores vibrantes e na simplificação do desenho.
Gauguin, convencido de que a arte corria o perigo de se tornar leviana e superficial foi procurar nos nativos do pacífico a força e intensidade de sentimento e um modo direto de expressá-lo. As paisagens e pessoas que pinta no Taiti, por exemplo, apresentam cores cruas e formas simples. chapadas, transfigurando o exotismo da região.
Da insatisfação destes 3 artistas surgiram distintos movimentos artísticos posteriores. A obra de Cézanne encontra-se na raiz do cubismo de Picasso e Braque. Gauguin, por sua vez, influencia o movimento simbolista e a arte moderna voltada para o exótico e o primitivo. Finalmente, Van Gogh marca as orientações expressionistas futuras.
Henri de Toulouse-Lautrec (1864-1901)
Tenta conquistar uma linguagem autônoma com litogravuras que abandonam o acabamento clássico. Foi um dos que captou o espírito do mundo flutuante das gravuras Nipônicas. A composição plana das figuras, o destaque do primeiro plano, a perspectiva angulosa transformaram estas pinturas em cartazes da vida mundana Parisiense.
Art Nouveau
Final do séc. XIX- séc.XX
Estilo artístico que se desenvolve entre 1890 e a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) na Europa e nos Estados Unidos, espalhando-se para o resto do mundo, e que interessa mais de perto às artes aplicadas: arquitetura, artes decorativas, design, artes gráficas, mobiliário e outras.
O Art Nouveau se insere no coração da sociedade moderna, reagindo ao historicismo da arte acadêmica do século XIX e ao sentimentalismo e expressões líricas dos românticos, e visa adaptar-se à vida cotidiana, às mudanças sociais e ao ritmo acelerado da vida moderna. A "arte nova" revaloriza a beleza, colocando-a ao alcance de todos, pela articulação estreita entre arte e indústria.
A fonte de inspiração primeira dos artistas é a natureza, as linhas sinuosas e assimétricas das flores e animais. O movimento da linha assume o primeiro plano dos trabalhos, ditando os contornos das formas e o sentido da construção. Os arabescos e as curvas, complementados pelos tons frios, invadem as ilustrações, o mundo da moda, as fachadas e os interiores.
Expressionismo
1905-1914
O termo possui um sentido histórico preciso ao designar uma tendência da arte européia moderna, enraizada em solo alemão, entre 1905 e 1914. O Expressionismo marca uma oposição ao impressionismo francês. À idéia de registro da natureza por meio de sensações visuais imediatas, cara aos impressionistas, o expressionismo contrapõe a expressão que se projeta do artista para a realidade.
Estamos distante das paisagens luminosas de Claude Monet (1840-1926), ou de uma concepção de arte ligada à mente, e não apenas ao olhar, como quer Paul Cézanne (1839-1906). Para os expressionistas a arte liga-se à ação, muitas vezes violenta, rejeitando a verossimilhança e criando as imagens com o auxílio de cores fortes e de formas distorcidas. Os artistas se distanciaram da beleza, eles respeitavam o sofrimento humano, a pobreza, violência, a paixão.
O filósofo alemão Friedrich Nietzsche(1844-1900), talvez o pensador moderno mais incômodo e provocativo, influenciou várias gerações e movimentos artísticos. O Expressionismo, que teve forte influência desse filósofo, contribuiu para o pensamento contrário ao racionalismo moderno e ao trabalho mecânico, através do embate entre a razão e a fantasia.
As obras desse movimento deixam de priorizar o padrão de beleza tradicional para enfocar a instabilidade da vida, marcada por angústia, dor, inadequação do artista diante da realidade.
O pintor norueguês Edvard Munch (1863-1944) é talvez a maior referência do expressionismo alemão. As obras de Van Gogh e Gauguin marcam decisivamente os trabalhos de Munch, em sua ênfase no sentido trágico da vida. A famosa tela O Grito (1893) fornece uma chave privilegiada para termos acesso ao seu universo. A pessoa de aspecto fantasmático em primeiro plano, define um foco que arrasta todo o cenário. As linhas deformadas da figura expandem-se pelo entorno, que participa da angústia do grito.
Existiram dois grupos que entre todos os movimentos são os mais facilmente identificados com o expressionismo. São eles: A Ponte (Die Brücke'), em Dresden (1905-1913); e O Cavaleiro Azul (Der Blaue Reiter), em Munique (1911-1914). Os primeiros eram mais agressivos e politizados e seus principais representantes são Ernst Ludwig Kirchner e Emil Nolde. O Cavaleiro Azul (que mais tarde se desdobrará e parte de seus membros virá a fazer parte da Bauhaus e do advento da abstração) eram mais voltados, em um primeiro momento, à espiritualidade da obra artística e seus principais membros são Vassíli Kandinsky, Paul Klee.
Se agora o que importava na arte não era mais a imitação da natureza, mas a expressão de sentimentos através da escolha de cores e linhas, então porque a arte não poderia ser mais pura, eliminando os temas, e criando efeitos de tons e formas.
Wassily Kandinsky em Munique foi o primeiro a criar a arte abstrata. Em 1922 ele entrou para a Bauhaus em Weimar onde pesquisou as relações entre formas e cores e seus efeitos psicológicos e espirituais.
Paul Klee caracterizava tudo a partir da linha, suas expectativas numa obra de arte era com relação à harmonia pictórica que ele via como equilíbrio entre movimento e contra-movimento.
Bauhaus 1919 - 1933
"Criemos uma nova guilda/classe de artesãos, sem as distinções de classe que erguem uma barreira de arrogância entre o artista e o artesão", declara o arquiteto germânico Walter Adolf Gropius (1883 - 1969), quando inaugura a Bauhaus, em 1919. arquitetura, as artes ou a indústria.
O termo é literalmente "casa (haus) para construir (bauen)"
A Bauhaus ocupa um lugar próprio na história cultural do século XX, arquitetura, design, arte e novas mídias. No momento em que a sociedade industrial estava em crise, a Bauhaus se perguntava como o processo de modernização poderia ser dominado pelo design. O objetivo do curso era formar designers capacitados para trabalhar com criatividade em diversos campos como a arquitetura, as artes ou a indústria.
Características da Bauhaus:
• as pesquisas formais e as tendências construtivistas realizadas com o máximo de economia na utilização do solo e na construção;
• a atenção às características específicas dos diferentes materiais como madeira, vidro, metal e outros;
• a idéia de que a forma artística deriva de um método, ou problema, previamente definido o que leva à correspondência entre forma e função;
• e o recurso das novas tecnologias.
A ascensão do nazismo na Alemanha, a partir de 1933, causará o fechamento da Escola de Bauhaus, e seus professores e alunos serão perseguidos pelo Estado, que considerará a arte por esses produzida como um elemento degenerado e degenerador.
Os professores de Bauhaus mais proeminentes eram:
Pintores
Vassily Kandinsky , Paul Klee , László Moholy-Nagy,
Josef Albers
Arquitetos
Walter Gropius , Ludwig Mies Van der Rohe , Hannes Meyer
Escultores
Otto Werner, Josef Hartwig
Cubismo 1907- 1914
Considerado um divisor de águas na história da arte ocidental, o cubismo recusa a idéia de arte como imitação da natureza, afastando noções como perspectiva e modelagem, assim como qualquer tipo de efeito ilusório.
O nome do movimento surgiu quando o crítico Louis Vauxcelles citando as composições do Braque fala sobre uma realidade plástica construída com “cubos” no jornal Gil Blas, 1908
Características
• sem perspectiva e sem representação da natureza.
• nivelamento da hierarquia espacial como negação da noção tradicional de que na pintura o objeto é mais importante que o fundo.
• múltiplas perspectivas- Cubos, volumes e planos geométricos entrecortados reconstroem formas que se apresentam, simultaneamente, de vários ângulos nas telas.
A ruptura empreendida pelo cubismo encontra suas fontes primeiras na obra de Paul Cézanne (1839-1906) - e em sua forma de construção de espaços por meio de volumes e da decomposição de planos - e também na arte africana, máscaras, fotografias e objetos.
O CUBISMO
1907-1912: cubismo analítico -preocupação predominante com as pesquisas estruturais, por meio da decomposição dos objetos e do estilhaçamento dos planos, e forte tendência ao monocromatismo.
A partir de 1912: cubismo sintético, as cores se acentuam e a ênfase dos experimentos é colocada sobre a recomposição dos objetos. Elementos heterogêneos - recortes de jornais, pedaços madeira, cartas de baralho, caracteres tipográficos, entre outros –são agregados à superfície das telas, dando origem às famosas colagens.
Pablo Picasso (1881-1973)
Georges Braque (1882-1963)
Constantin Brancusi (1876-1957)
Optou por fazer obras simples com formas puras fazendo uso de elementos básicos. Ele foi para a escultura moderna o que Picasso foi para a pintura.
Futurismo 1909- 1914
O primeiro manifesto foi publicado no Le Fígaro de Paris, em 22/02/1909, e nele, o poeta italiano Marinetti, dizia que "o esplendor do mundo enriqueceu-se com uma nova beleza: a beleza da velocidade”. O segundo manifesto, de 1910, resultou do encontro do poeta com os pintores Carlo Carra, Russolo, Severini, Boccioni e Giacomo Balla. Houveram vários manifestos até 1924.
Os futuristas saúdam a era moderna, aderindo entusiasticamente à máquina. Para Balla, "é mais belo um ferro elétrico que uma Escultura grega".
Procura-se neste estilo expressar o movimento real,
registrando a velocidade descrita pelas figuras em movimento no espaço. O artista futurista não está interessado em pintar um automóvel, mas captar na forma plástica a velocidade descrita por ele no espaço.
A exaltação da máquina e da "beleza da velocidade", associadas ao elogio da técnica e da ciência, tornam-se emblemáticas da nova atitude estética e política. Uma nova sensibilidade, condicionada pela velocidade dos meios de comunicação, estána base das novas formas artísticas futuristas.
Umberto Boccioni (1882-1916)
Em Formas inéditas continuas no espaço, Boccioni coloca a velocidade e a força em forma escultural. Ultrapassando os limites do corpo, suas linhas ondulam encurvam-se e agilizam -se, como se moldada pelo vento durante o seu transcurso. Estudou a musculatura humana. O resultado é um retrato tridimensional de um corpo poderoso em ação.
Giacomo Balla (1871-1958)
Dadaísmo 1916-1921
Movimento formado em 1916 em Zurique por jovens franceses e alemães que, se tivessem permanecido em seus respectivos países, teriam sido convocados para o serviço militar. O Dada foi um movimento de negação. Durante a Primeira Guerra Mundial, artistas de várias nacionalidades, exilados na Suíça, eram contrários ao envolvimento dos seus próprios países na guerra.
O grupo fundou um movimento literário para expressar suas decepções em relação a incapacidade da ciências, religião, filosofia que se revelaram pouco eficazes em evitar a destruição da Europa. A palavra Dada foi descoberta acidentalmente por Hugo Ball e por Tzara Tristan num dicionário alemão-francês. Dada é uma palavra francesa que significa na linguagem infantil "cavalo de pau". Esse nome escolhido não fazia sentido, assim como a arte que perdera todo o sentido diante da irracionalidadeda guerra.
Sendo a negação total da cultura, o Dadaísmo defende o absurdo, a incoerência, a desordem, o caos. Politicamente , firma-se como um protesto contra uma civilização que não conseguiria evitar a guerra.
MARCEL DUCHAMP (1887-1968), pintor e escultor francês, sua arte abriu caminho para movimentos como a pop art e a op art das décadas de 1950 e 1960. Reinterpretou o cubismo a sua maneira, interessando-se pelo movimento das formas.
Nú descendo a escada, 1911
Esta pintura foi rejeitada no Salão de Outono de Paris, mas foi exposta na exposição cubista em Barcelona e em Paris no Salon de la Section d'Or. Em 1912 ele a apresentou no ArmoryShow em New York e fez enorme sucesso, este evento foi responsável pela introdução da arte moderna nos Estados Unidos.
O experimentalismo e a provocação o conduziram a idéias radicais em arte, antes do surgimento do grupo Dada (Zurique, 1916). Duchamp criou os ready-mades, objetos industrializados escolhidos ao acaso, e que, após leve intervenção e receberem
um título, adquiriam a condição de objeto de arte.
Em 1917 foi rejeitado ao enviar a uma mostra um urinol de louça que chamou de "Fonte". Depois fez interferências, pintou bigodesna Mona Lisa, para demonstrar seu desprezo pela arte tradicional, e inventou mecanismos ópticos.
Metafísica 1917
Corrente pictórica italiana, que se define a partir do encontro entre Giorgio de Chirico (1888-1978) e Carlo Carrà (1881-1966) em Ferrara, 1917. Nesse momento, os pintores cunham o termo "pintura metafísica".
De Chirico já ensaia o novo estilo desde 1910, numa recusa decidida ao futurismo, tanto às suas soluções formais, quanto àideologia política e nacionalista que ampara o movimento. A arte de De Chirico apresenta, já aí, uma face metafísica: coloca-se como exterior à temporalidade, como negação do presente, da realidade natural e social. Nada mais distante das motivações futuristas, que anseiam pela aceleração do tempo e pela transformação da sociedade.
Surrealismo
O surrealismo foi por excelência a corrente artística moderna da representação do irracional e do subconsciente. Suas origens devem ser buscadas no dadaísmo e na pintura metafísica de Giorgio De Chirico. A importância do mundo onírico, do irracional e do inconsciente se relaciona diretamente ao uso livre que os artistas fazem da obra de Sigmund Freud (1856-1939) e da psicanálise, permitindo-lhes explorar nas artes o imaginário e os impulsos ocultos da mente.
A publicação do Manifesto do Surrealismo, assinado por André Breton em outubro de 1924, marcou historicamente o nascimento do movimento. Nele se propunha a restauração dos sentimentos humanos e do instinto como ponto de partida para uma nova linguagem artística.
Breton define Surrealismo: "Automatismo psíquico pelo qual alguém se propõe a exprimir, seja verbalmente, seja por escrito, seja de qualquer outra maneira, o funcionamento real do pensamento".
Salvador Dalí (1904-1989) radicaliza a idéia de libertação dos instintos e impulsos contra qualquer controle racional pela defesa do método da 'paranóia crítica', forma de tornar o delírio um mecanismo produtivo, criador. A crítica cultural empreendida pelos surrealistas, baseada nas articulações arte/inconsciente e arte/política, deixa entrever sua ambição revolucionária e subversiva, amparada na psicanálise.
Joan Miro (1893-1983)
A pintura O Carnaval de Arlequim, 1924-25, inaugurou uma linguagem cujos símbolos remetem a uma fantasia inocente, sem as profundezas das questões surrealistas.
Man Ray (1890-1976) em 1921 encontra o movimento surrealista na pintura. Trabalha como fotógrafo para financiar a pintura e, com a nova atividade, desenvolve a sua arte, a raiografia, ou fotograma, criando imagens abstratas (obtidas sem o auxílio da câmara) mas com a exposição à luz de objetos previamente dispersos sobre o papel fotográfico.qual inverte parcialmente os tons da fotografia.
Em 1993, a foto "GLASS TEARS“, 1932, de MAN RAY, torna-se a fotografia mais cara
do mundo, ultrapassando o valor de 65 mil dólares.
Um olho feminino, com esferas de vidro na face, significando lágrimas...
Suprematismo
1913-1925
Movimento russo de arte abstrata que surge por volta de 1913, mas cuja sistematização teórica data de 1925 e do manifesto Do cubismo ao futurismo ao suprematismo: o novo realismo na pintura, escrito por Kazimir Malevich (1878-1935) em colaboração com o poeta Vladímir Maiakóvski (1894-1930).
O suprematismo de Malevich vai defender uma arte livre de finalidades práticas e comprometida com a pura visualidade plástica. Se a arte de Malevich possui pretensão espiritual, ela não se confunde com a defesa do espiritual na arte que faz
Wassily Kandinsky (1866-1914), que o define como "expressão da vida interior do artista". Malevich, ao contrário, se detém na pesquisa metódica da estrutura da imagem, que coincide com a busca da “forma absoluta”, da molécula pictórica.
Neoplasticismo 1917-1928
(abstração geométrica)
O termo liga-se diretamente às novas formulações plásticas de Piet Mondrian (1872-1944) e Theo Van Doesburg (1883-1931) e sua origem remete à revista De Stijl (O Estilo) criada pelos dois artistas holandeses em 1917, em cujo primeiro número Mondrian publica A nova plástica na pintura.
O movimento se organiza, segundo Van Doesburg, em torno da necessidade de "clareza, certeza e ordem" e tem como propósito central encontrar uma nova forma de expressão plástica, liberta de sugestões representativas e composta a partir de elementos mínimos: a linha reta, o retângulo e as cores primárias - azul, vermelho e amarelo - além do preto, branco e cinza.
O neoplasticismo de Mondrian dispensa os detalhes e a variedade da natureza, buscando o princípio universal sob a aparência do mundo. Menos que expressar as coisas naturais, sua arte visa, segundo ele, a "expressão pura da relação".
Construtivismo
1919 - 1934
O termo construtivismo liga-se diretamente ao movimento de vanguarda russa. No construtivismo a pintura e a escultura são pensadas como construções e não mais como representações, esta é uma influência do Cubismo que rompera com a representação Renascentista.
Os artistas construtivistas acreditavam que deveriam fazer arte utilizando formas e processos da tecnologia moderna. Esculturas eram “construídas” usando técnicas e materiais industriais, e na pintura formas abstratas eram usadas para criar estruturas das máquinas tecnológicas.
Principais artistas
• Vladimir Tatlin
• Alexander Rodchenko
• Antoine Pevsner
• Naum Gabo
Vladimir Tatlin (1885-1953)
O artista expressou suas idéias a partir de construções tridimensionais com “materiais reais” em “espaço real” .Utilizou papel, madeira, vidro, metal, tecido nas suas obras. Os artistas agora eram também pesquisadores, engenheiros, construtores de arte.
Alexander Rodchenko (1891-1956)
Estudou Malevich e Tatlin, criando obras abstratas geométricas e utilizando materiais diversos. Depois abandonou a pintura dedicando-se à fotografia e ao design.
Arte no Brasil
Sec. XIX e XX
Academicismo
No Brasil, a origem da arte acadêmica liga-se à criação da Academia Imperial de Belas Artes - Aiba, inaugurada oficialmente em 1826, e marca o início do ensino superior artístico no Brasil. Os prêmios e bolsas de viagem ao exterior concedidos pela Aiba têm papel decisivo na formação de artistas como, por exemplo, Victor Meirelles (1832 - 1903) e Pedro Américo (1843 - 1905). Em linhas gerais, a arte acadêmica no país corresponde a um modelo neoclássico aclimatado, que tem de enfrentar as condições da natureza e da sociedade locais. Entre as várias alterações no modelo encontra-se o predomínio das paisagens entre os pintores acadêmicos no Brasil.
Antes que um estilo específico, o Academicismo é, estritamente falando, um método de ensino artístico profissionalizante de nível superior, equivalente ao ensino universitário moderno. No Brasil tal sistema foi introduzido no período de vigência do Neoclassicismo, estilo do qual foi um dos principais motores de difusão, e depois absorveu estéticas românticas, realistas, e outras que deram o tom à virada do século XIX para o XX.
Na produção pictórica brasileira, não se encontram feições realistas como a de Courbet ou Millet. O realismo, no Brasil, encontra-se traduzido em paisagistas Benedito Calixto (1853 - 1927), Clóvis Graciano (1907 - 1988), José Pancetti (1902 - 1958), entre outros. Os tipos e costumes do interior paulista representados por Almeida Júnior (1850 - 1899) podem ser pensados também com base em uma orientação realista.
O modernismo no Brasil tem como marco simbólico a Semana de Arte Moderna, realizada em São Paulo, no ano de 1922, considerada um divisor de águas na história da cultura brasileira. O evento - organizado por um grupo de intelectuais e artistas por ocasião do Centenário da Independência - declara o rompimento com o tradicionalismo cultural associado às correntes literárias e artísticas anteriores.
A defesa de um novo ponto de vista estético e o compromisso com a independência cultural do país fazem do modernismo sinônimo de "estilo novo", diretamente associado à produção realizada sob a influência de 1922. Heitor Villa- Lobos (1887 -1958) na música; Mário de Andrade (1893 - 1945) e Oswald de Andrade (1890 - 1954), na literatura; Victor Brecheret (1894 -1955), na escultura; Anita Malfatti (1889 - 1964) e Di Cavalcanti (1897 - 1976), na pintura, são alguns dos participantes da Semana, realçando sua abrangência e heterogeneidade.
(Antonio Candido).
Alfredo Volpi não participou dos movimentos modernistas da década de 20, apoiados pela elite brasileira. Manteve-se à parte desses grupos. Não teve acesso aos mestres europeus, como era comum na época.
Após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), a América Latina passa por um forte surto desenvolvimentista e industrial. No Brasil, são fundados o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ e de São Paulo - MAM/SP, o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand - Masp e a Bienal Internacional de São Paulo.
Arte Concreta
A arte concreta é herdeira das pesquisas do grupo De Stijl [O Estilo], 1917/1928, de Piet Mondrian (1872 - 1944) e VanDoesburg, que busca a pureza e o rigor formal na ordem harmônica do universo. Além disso, parte de ideais da Bauhaus, 1919-1933, nos quais a racionalidade deve estar presente em todos os âmbitos sociais e nas conquistas da arte democratizadas pela indústria.
Na história da Literatura brasileira, a Poesia Concreta foi criada por autores como Décio Pignatari, Haroldo de Campos e Augusto de Campos com o objetivo de mudança, visando um novo tipo de expressão, baseada em princípios experimentalistas. A Poesia Concreta vê importância no espaço gráfico-visual e valoriza os elementos constitutivos da palavra. A função poética estácentrada na mensagem.
A Exposição Nacional de Arte Concreta, realizada em 1956/1957, reúne, além dos artistas do Grupo Ruptura, alunos de Ivan Serpa (1923 - 1973), que leciona pintura no MAM/RJ e de onde surge o Grupo Frente, formado por Décio Vieira (1922 - 1988), e Hélio Oiticica (1937 - 1980). Participam também, entre outros, Lygia Pape (1927 - 2004), Lygia Clark (1920 - 1988), Amilcar de Castro (1920 - 2002) e Franz Weissmann (1911 - 2005).
Parangolés
Oiticia propõe ao espectador (agora participante) em lugar de meramente contemplar a cor, vestir-se nela. Este simples ato, que libera o participante do domínio da sensação visual, produz uma "maravilhosa sensação de expansão", criada pela incorporação dos elementos da obra numa vivência total do espectador.
Lygia Clark (1920-1988)
A artista se dedicou durante quatro anos ao estudo das possibilidades transformadoras dos bichos, objetos compostos por placas metálicas e por dobradiças (eles oscilam entre a figuração e a abstração). Ao acionar as dobradiças, o espectador cria um jogo de movimentos que dá aos objetos qualidades de seres orgânicos, o que é confirmado pela escolha do nome dos trabalhos feita pela artista.
Abraham Palatinik
Aparelho cinecromático,1955 Com uma técnica inovadora, apoiada em seus conhecimentos técnicos, científicos e artísticos, Palatnik introduziu pela primeira vez na história da arte a possibilidade de se "pintar" com a luz e movimento.
Expressionismo Abstrato
1940-1950
Expressionismo abstrato refere-se a um movimento artístico que tem lugar em Nova York, no período imediatamente após a 2ªGuerra Mundial. Trata-se do primeiro estilo pictórico norte-americano a obter reconhecimento internacional. Os Estados Unidos surgem como nova potência mundial e centro artístico emergente, beneficiado, em larga medida, pela emigração de intelectuais e artistas europeus.
A recusa dos estilos e técnicas artísticas tradicionais, assim como a postura crítica em relação à sociedade e ao establishment americano, aproxima um grupo bastante heterogêneo de pintores e escultores, entre os quais Jackson Pollock (1912-1956), Mark Rothko (1903-1970), Willem de Kooning (1904-1997), Ad Reinhardt (1913-1967).
Pollock retira a tela do cavalete, colocando-a no solo. Sobre ela, a tinta é gotejada e/ou atirada ao ritmo do gesto do artista, que gira sobre o quadro ou se posta sobre ele. A nova atitude, física inclusive, do artista diante da obra subverte a imagem do pintorcontemplativo e mesmo a do técnico ou desenhista industrial que realiza o trabalho de acordo com um projeto prévio. A obra de arte, fruto de uma relação corporal do artista com a pintura, nasce da liberdade de improvisação, do gesto espontâneo, da expressão de uma personalidade individual.
Os emaranhados de linhas e cores que explodem nas telas de Pollock afastam qualquer idéia de mensagem a ser decifrada. Do mesmo modo que os quadros de Rothko, com suas faixas de pouco brilho e sutis passagens de tons, ou mesmo as soluções figurativas de De Kooning, não querem oferecer uma chave de leitura. A ausência de modelos, a idéia de espontaneidade relacionada ao trabalho artístico e o gesto explosivo do pintor que desintegra a realidade não impede a localização de problemáticas que pulsam nas obras produzidas.
Pop art- 1960
Na década de 1960, os artistas defendem uma arte popular (pop) que se comunique diretamente com o público por meio de signos e símbolos retirados do imaginário que cerca a cultura de massa e a vida cotidiana. A defesa do popular traduz uma atitude artística contrária ao hermetismo da arte moderna. Nesse sentido, a arte pop se coloca na cena artística que tem lugar em fins da década de 1950 como um dos movimentos que recusam a separação arte/vida.
As bases da nova forma de expressão artística se aproveita das mudanças tecnológicas e da ampla gama de possibilidades colocada pela visualidade moderna, que está no mundo - ruas e casas - e não apenas em museus e galerias.
Sem programas ou manifestos, seus trabalhos se afinam pelas temáticas abordadas, pelo desenho simplificado e pelas cores saturadas. A nova atenção concedida aos objetos comuns e àvida cotidiana encontra seus precursores na anti-arte dos dadaístas e surrealistas.
Arte Óptica/ Op art
período entre 1965 e 1968
A arte óptica se auto classifica como arte cinética por solicitar a interação perceptiva do espectador.
O que ocorre nessa interação perceptiva é que o espectador reconhece um movimento que não existe na obra em sua realidade concreta, ele não é sequer representado. Ou seja: como espectadores temos a sensação de um movimento real, mesmo sabendo que a obra não se move.
As ilusões ópticas de movimento acontecem quando a nossa percepção é convidada a transitar por determinados efeitos como nas composições em que figura e fundo se confundem, ou linhas e formas repetidas que parecem vibrar na superfície plana.
A op art inaugura relações bem particulares do artista com seu público, na medida em que o processo de criação se passa no olhar do espectador e depende dele para ser concluída.
Os principais artistas são: Vassarely, Jesus Soto, Cruz Diez.
O húngaro Victor Vasarely (1908- 1997) , em sua fase Preto e Branco, serve-se extensamente do jogo de figura e fundo. Com o objetivo de explorar efeitos visuais, ele analisa alguns princípios da psicologia da Gestalt, ciência que orienta seu trabalho. Ele encontra na estrutura básica da forma, ponto e quadrado e da cor, praticamente preto e branco sua fonte de criação.
O venezuelano Jésus Raphael Soto (1923-2005) começa, por volta de 1951, o artista cria as primeiras obras em que elementos dispostos em série no espaço produzem efeitos de movimento virtual e vibração, através da repetição dos elementos formais. Nas repetições ópticas, ele desenvolveu trabalhos em alto relevo, o que fez com que ficasse entre o status de pintor e o de escultor.
Arte Cinética
A especificidade da arte cinética, dizem os estudiosos, é que nela o movimento constitui o princípio de estruturação. O cinetismo rompe assim com a condição estática da pintura, apresentando a obra como um objeto móvel, que não apenas traduz ou representa o movimento, mas está em movimento.
O termo móbile é datado de 1932, mas pode-se também aplicá-lo a trabalhos anteriores a esta data. É difícil sugerir um ponto de partida para esta classe de trabalhos em que a expectativa do movimento estava tão presente. A maioria dos móbiles é construída com materiais leves, e eles eram pendurados no teto. Alguns eram fixos e iam e vinham por meio do impulso do espectador.
ALEXANDER CALDER (1898-1976)
Alexander Calder foi um artista da forma e do equilíbrio, que aliou com perfeição, arte e técnica. Com lâminas de metal e arame criou "esculturas em movimento", os móbiles, que lhe atribuíram grande popularidade.
A obra interativa perceptiva começa agora a dar espaço para as propostas que exigem mais do espectador do que apenas sua percepção visual. A intenção dos artistas é que a obra se transforme em relação ao posicionamento, ao movimento e a manipulação do espectador. Os trabalhos ligados à essa corrente foram denominados obras ópticas transformáveis e manipuláveis.
Julio LeParc 1928-
Estabeleceu uma nova linguagem, utilizando luz, percepção, movimento e ilusão.
Arte Contemporânea
As novas orientações artísticas, apesar de distintas, partilham um espírito comum: são, cada qual a seu modo, tentativas de dirigir a arte às coisas do mundo, à natureza, à realidade urbana e ao mundo da tecnologia. As obras articulam diferentes linguagens -dança, música, pintura, teatro, escultura, literatura etc., desafiando as classificações habituais, colocando em questão o caráter das representações artísticas e a própria definição de arte. Instalações, performances, land art, body art...
É importante lembrar que o uso de novas tecnologias - vídeo, televisão, computador etc. - atravessa parte substantiva da produção contemporânea, trazendo novos elementos para o debate sobre o fazer artístico.
Espero ter ajudado a todos.
Bjo
Daniela
terça-feira, 9 de junho de 2009
Matéria de PSI
05/05
Segurança da Informação
Segurança da informação está relacionado com proteção de um conjunto de dados, no sentido de preservar o valor que possuem para um individuo ou uma organização.
Os atributos básicos (segundo os padrões internacionais) são:
Confidencialidade: propriedade que limita o acesso a informação.
Integridade: propriedade que garante que a informação manipulada mantenha todas as características originais.
Disponibilidade: propriedade que garante que a informação esteja sempre disponível para o uso legitimo.
O conceito de Segurança Informática ou Segurança de Computadores está intimamente relacionado com o de Segurança de Informação, incluindo não apenas a segurança dos dados / informação, mas também a dos sistemas em si.
Também podemos dizer que a Segurança de Informação se refere à proteção existente sobre as informações de uma determinada empresa ou pessoa, isto é, aplica-se tanto as informações corporativas quanto às pessoas. Ela pode estar guardada para uso restrito ou exposta ao público para consulta ou aquisição.
O nível de segurança desejada, pode se consubstanciar em uma “política de segurança” que é seguida pela organização ou pessoa, para garantir que uma vez estabelecidos os princípios, aquele nível desejado seja perseguido e mantido.
Para a montagem desta política, deve-se levar em conta:
Riscos associados à falta de segurança
Benefícios.
Custos de implementação dos mecanismos.
Mecanismos de Segurança
O suporte para as recomendações de segurança pode ser encontrado em;
· Controles físicos: são as barreiras que limitam o contato ou acesso direto a informação ou a infra-estrutura que a suporta.
· Controles lógicos: são as barreiras que impedem ou limitam o acesso a informação, que está em ambiente controlado, geralmente eletrônico.
Ameaças à segurança
As ameaças à segurança da informação são relacionadas diretamente à perda de uma de suas 3 características principais (Perda de: confidencialidade, Integridade e Disponibilidade).
1) O que você entende por política de segurança?
2) O que o autor do texto quis dizer com a frase: “nota-se que normalmente as pessoas são o elo mais frágil quando o assunto e segurança da informação”.
3) Você concorda com a citação: “nos últimos anos, praticamente nula”.
4) O que o avanço tecnológico trouxe de melhorias para a segurança da informação?
5) Imagine uma loja de roupa de surf:
a) É menos dispendioso previnir ou corrigir danos.
b) Qual o grau de segurança a ser imposto ao sistema de informação.
c) Qual o nível de legalidade das medidas de seguranças desejadas.
d) De exemplos de segurança de informação em seu cotidiano.
19/05
Nivel de Segurança
Depois de identificado o potencial de ataque, as organizações têm que decidir o nível de segurança a estabelecer para uma rede ou sistema os recursos físicos e lógicos a necessitar de proteção. No nível de segurança devem ser quantificados os custos associados aos ataques e os associados à implementação de mecanismos de proteção para minimizar a probabilidade de ocorrência de um ataque.
Políticas de Segurança
As políticas de segurança devem ter implementação realista, e definir claramente as áreas de responsabilidade dos utilizadores, do pessoal de gestão de sistemas e redes e da direção. Deve também adaptar-se as alterações na organização.
O documento que define a política de segurança deve deixar de fora todos os aspectos técnicos de implementação pode variar ao longo do tempo. Deve ser também um documento de fácil leitura e compreensão, além de resumido.
Existem duas filosofias por trás de qualquer política de segurança:
A proibitiva (tudo que não é expressamente permitido é proibido) e a permissiva (tudo que não é proibido é permitido).
Os elementos da política de segurança devem ser considerados:
Disponibilidade. (limites de acesso)
Utilização. (senha acesso livre)
Integridade. (nível de segurança hierárquico)
Autenticidade. (fraudes, alterações).
Confidencialidade. (confiante desordem de dados, senha para reintegrar dados).
Políticas de senhas
Dentre as políticas utilizadas pelas grandes corporações a composição da senha ou password é a mais controversa. Por um lado profissionais com dificuldade de memorizar varias senhas de acesso, por outro funcionários displicentes que anotam a senha sob o teclado no fundo das gavetas, em casos mais graves o colaborador anota a senhora no monitor.
Recomenda-se a adoção das seguintes regras para minimizar o problema:
Senha com data para expiração.
Inibir a repetição.
Obrigar a composição com numero mínimo de caracteres numérica e alfabéticos.
Criar um conjunto possíveis senhas que não podem ser utilizadas.
26/05
Qualidade.
O termo qualidade vem do latim qualitate, e é utilizado em situações bem distintas. Como o termo tem diversas utilizações, o seu significado nem sempre é de definição clara e objetiva.
No que diz respeito aos produtos e/ou serviços vendidos no mercado, há varias definições para qualidade: “conformidade com as exigências dos clientes”, “relação custo/beneficio”, “adequação ao uso”, “valor agregado, que produtos similares não possuem”, “fazer certo à primeira vez”, “produtos e ou serviços com efetividade”. Enfim , o termo é geralmente empregado para significar “excelência” de um produto ou serviço.
A qualidade de um produto ou serviço pode ser olhada de duas formas: a do produtor e a do cliente. Do ponto de vista do produtor, a qualidade se associa à concepção e produção de um produto que vá ao encontro das necessidades ao cliente. Do ponto de vista do cliente, a qualidade está associada ao valor e à utilidade reconhecida ao produto, estando em alguns casos ligada ao preço. Do ponto de vista dos cliente a qualidade não e unidimensional. Quer dizer, os clientes não avaliam um produto tendo em conta apenas, uma das suas características, mas varias. Desse modo pode ser difícil ate para o cliente exprimir o que considera um produto de qualidade.
Do ponto de vista da empresa, contudo, se o objetivo é oferecer produtos e serviços (realmente) de qualidade, o conceito não pode ser deixado ao acaso tem de ser definido de forma clara e objetiva. Isso significa que a empresa deve apurar quais são as necessidades dos clientes, definir os requisitos.
Controle da qualidade, garantia da qualidade e gestão da qualidade e gestão da qualidade são conceitos relacionados com o de qualidade na industria e serviços. Os conceitos são usados em varias áreas. Gestão da qualidade é o processo de conceber, controlar e melhorar os processos da empresa, quer sejam processos de gestão, de produção, de marketing, de gestão de pessoal, de faturação, de cobranças ou outros. Garantia da qualidade são as ações tomadas para redução de defeitos. Controle de qualidade são as ações relacionadas a medição da qualidade, para diagnosticar se os requisitos estão a ser respeitados e se os objetivos da empresa estão a ser atingidos.
Dessa forma, caso ocorra alguma dificuldade durante a realização das ações, o gestor poderá visualizar as conseqüências, e com isso estabelecer mudanças.
Gestão da qualidade total
(total quality management “QM”)
Consiste numa estratégia de administração orientada a criar consciência da qualidade em todos os processos organizacionais.
Compõe-se de diversos estágios. Ex: planejamento, organização, controle e liderança.
Tem sido utilizada, na atualidade, por organizações publicas e privadas.
Tornou a certificação e a busca da qualidade e do reconhecimento. (satisfação e confiança, aumento de produtividade, redução de custos, melhora da imagem e possibilidade em acesso mais rápido e fácil a novos mercados).
02/06
Introdução à Sistemas Inteligentes
Inteligência Artificial (IA)
Área de pesquisa da ciência da computação dedicada a buscar métodos ou dispositivos computacionais que possuam ou simulem a capacidade humana de resolver problemas, a pensar ou, de forma ampla, ser inteligente.
A IA que estudaremos é, no entanto, aquela embutida em aplicações reais do cotidiano.
Etapas da IA:
*Objetivo: construir (e aprender a construir) programas que, segundo critérios definidos, exibem um comportamento inteligente na realização de uma dada tarefa.
*Decomposta em várias sub áreas: representação do conhecimento, percepção, aprendizagem, processamento de linguagem natural e planejamento.
*Interagido com outras áreas: Computação, sociologia, estatística, economia, psicologia, lógica entre outras.
Como a IA resolve problemas?
*Autonomia (raciocínio com conhecimento)
*Adaptabilidade e aprendizagem
*Comunicação, cooperação e interoperabilidade.
*Personalidade.
Gente, procurei nas minhas coisas, mas não tenho matéria do dia 28/04, creio eu que não tenha tido nada, mas se alguém tiver, peço que me mande, e eu posto logo em seguida. Bjo.
Segurança da Informação
Segurança da informação está relacionado com proteção de um conjunto de dados, no sentido de preservar o valor que possuem para um individuo ou uma organização.
Os atributos básicos (segundo os padrões internacionais) são:
Confidencialidade: propriedade que limita o acesso a informação.
Integridade: propriedade que garante que a informação manipulada mantenha todas as características originais.
Disponibilidade: propriedade que garante que a informação esteja sempre disponível para o uso legitimo.
O conceito de Segurança Informática ou Segurança de Computadores está intimamente relacionado com o de Segurança de Informação, incluindo não apenas a segurança dos dados / informação, mas também a dos sistemas em si.
Também podemos dizer que a Segurança de Informação se refere à proteção existente sobre as informações de uma determinada empresa ou pessoa, isto é, aplica-se tanto as informações corporativas quanto às pessoas. Ela pode estar guardada para uso restrito ou exposta ao público para consulta ou aquisição.
O nível de segurança desejada, pode se consubstanciar em uma “política de segurança” que é seguida pela organização ou pessoa, para garantir que uma vez estabelecidos os princípios, aquele nível desejado seja perseguido e mantido.
Para a montagem desta política, deve-se levar em conta:
Riscos associados à falta de segurança
Benefícios.
Custos de implementação dos mecanismos.
Mecanismos de Segurança
O suporte para as recomendações de segurança pode ser encontrado em;
· Controles físicos: são as barreiras que limitam o contato ou acesso direto a informação ou a infra-estrutura que a suporta.
· Controles lógicos: são as barreiras que impedem ou limitam o acesso a informação, que está em ambiente controlado, geralmente eletrônico.
Ameaças à segurança
As ameaças à segurança da informação são relacionadas diretamente à perda de uma de suas 3 características principais (Perda de: confidencialidade, Integridade e Disponibilidade).
1) O que você entende por política de segurança?
2) O que o autor do texto quis dizer com a frase: “nota-se que normalmente as pessoas são o elo mais frágil quando o assunto e segurança da informação”.
3) Você concorda com a citação: “nos últimos anos, praticamente nula”.
4) O que o avanço tecnológico trouxe de melhorias para a segurança da informação?
5) Imagine uma loja de roupa de surf:
a) É menos dispendioso previnir ou corrigir danos.
b) Qual o grau de segurança a ser imposto ao sistema de informação.
c) Qual o nível de legalidade das medidas de seguranças desejadas.
d) De exemplos de segurança de informação em seu cotidiano.
19/05
Nivel de Segurança
Depois de identificado o potencial de ataque, as organizações têm que decidir o nível de segurança a estabelecer para uma rede ou sistema os recursos físicos e lógicos a necessitar de proteção. No nível de segurança devem ser quantificados os custos associados aos ataques e os associados à implementação de mecanismos de proteção para minimizar a probabilidade de ocorrência de um ataque.
Políticas de Segurança
As políticas de segurança devem ter implementação realista, e definir claramente as áreas de responsabilidade dos utilizadores, do pessoal de gestão de sistemas e redes e da direção. Deve também adaptar-se as alterações na organização.
O documento que define a política de segurança deve deixar de fora todos os aspectos técnicos de implementação pode variar ao longo do tempo. Deve ser também um documento de fácil leitura e compreensão, além de resumido.
Existem duas filosofias por trás de qualquer política de segurança:
A proibitiva (tudo que não é expressamente permitido é proibido) e a permissiva (tudo que não é proibido é permitido).
Os elementos da política de segurança devem ser considerados:
Disponibilidade. (limites de acesso)
Utilização. (senha acesso livre)
Integridade. (nível de segurança hierárquico)
Autenticidade. (fraudes, alterações).
Confidencialidade. (confiante desordem de dados, senha para reintegrar dados).
Políticas de senhas
Dentre as políticas utilizadas pelas grandes corporações a composição da senha ou password é a mais controversa. Por um lado profissionais com dificuldade de memorizar varias senhas de acesso, por outro funcionários displicentes que anotam a senha sob o teclado no fundo das gavetas, em casos mais graves o colaborador anota a senhora no monitor.
Recomenda-se a adoção das seguintes regras para minimizar o problema:
Senha com data para expiração.
Inibir a repetição.
Obrigar a composição com numero mínimo de caracteres numérica e alfabéticos.
Criar um conjunto possíveis senhas que não podem ser utilizadas.
26/05
Qualidade.
O termo qualidade vem do latim qualitate, e é utilizado em situações bem distintas. Como o termo tem diversas utilizações, o seu significado nem sempre é de definição clara e objetiva.
No que diz respeito aos produtos e/ou serviços vendidos no mercado, há varias definições para qualidade: “conformidade com as exigências dos clientes”, “relação custo/beneficio”, “adequação ao uso”, “valor agregado, que produtos similares não possuem”, “fazer certo à primeira vez”, “produtos e ou serviços com efetividade”. Enfim , o termo é geralmente empregado para significar “excelência” de um produto ou serviço.
A qualidade de um produto ou serviço pode ser olhada de duas formas: a do produtor e a do cliente. Do ponto de vista do produtor, a qualidade se associa à concepção e produção de um produto que vá ao encontro das necessidades ao cliente. Do ponto de vista do cliente, a qualidade está associada ao valor e à utilidade reconhecida ao produto, estando em alguns casos ligada ao preço. Do ponto de vista dos cliente a qualidade não e unidimensional. Quer dizer, os clientes não avaliam um produto tendo em conta apenas, uma das suas características, mas varias. Desse modo pode ser difícil ate para o cliente exprimir o que considera um produto de qualidade.
Do ponto de vista da empresa, contudo, se o objetivo é oferecer produtos e serviços (realmente) de qualidade, o conceito não pode ser deixado ao acaso tem de ser definido de forma clara e objetiva. Isso significa que a empresa deve apurar quais são as necessidades dos clientes, definir os requisitos.
Controle da qualidade, garantia da qualidade e gestão da qualidade e gestão da qualidade são conceitos relacionados com o de qualidade na industria e serviços. Os conceitos são usados em varias áreas. Gestão da qualidade é o processo de conceber, controlar e melhorar os processos da empresa, quer sejam processos de gestão, de produção, de marketing, de gestão de pessoal, de faturação, de cobranças ou outros. Garantia da qualidade são as ações tomadas para redução de defeitos. Controle de qualidade são as ações relacionadas a medição da qualidade, para diagnosticar se os requisitos estão a ser respeitados e se os objetivos da empresa estão a ser atingidos.
Dessa forma, caso ocorra alguma dificuldade durante a realização das ações, o gestor poderá visualizar as conseqüências, e com isso estabelecer mudanças.
Gestão da qualidade total
(total quality management “QM”)
Consiste numa estratégia de administração orientada a criar consciência da qualidade em todos os processos organizacionais.
Compõe-se de diversos estágios. Ex: planejamento, organização, controle e liderança.
Tem sido utilizada, na atualidade, por organizações publicas e privadas.
Tornou a certificação e a busca da qualidade e do reconhecimento. (satisfação e confiança, aumento de produtividade, redução de custos, melhora da imagem e possibilidade em acesso mais rápido e fácil a novos mercados).
02/06
Introdução à Sistemas Inteligentes
Inteligência Artificial (IA)
Área de pesquisa da ciência da computação dedicada a buscar métodos ou dispositivos computacionais que possuam ou simulem a capacidade humana de resolver problemas, a pensar ou, de forma ampla, ser inteligente.
A IA que estudaremos é, no entanto, aquela embutida em aplicações reais do cotidiano.
Etapas da IA:
*Objetivo: construir (e aprender a construir) programas que, segundo critérios definidos, exibem um comportamento inteligente na realização de uma dada tarefa.
*Decomposta em várias sub áreas: representação do conhecimento, percepção, aprendizagem, processamento de linguagem natural e planejamento.
*Interagido com outras áreas: Computação, sociologia, estatística, economia, psicologia, lógica entre outras.
Como a IA resolve problemas?
*Autonomia (raciocínio com conhecimento)
*Adaptabilidade e aprendizagem
*Comunicação, cooperação e interoperabilidade.
*Personalidade.
Gente, procurei nas minhas coisas, mas não tenho matéria do dia 28/04, creio eu que não tenha tido nada, mas se alguém tiver, peço que me mande, e eu posto logo em seguida. Bjo.
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